terça-feira, 27 de abril de 2010

Lua Solitária


Ao galgar o itinerário de nossas vidas, sentimo-nos fortes e maravilhosos. O medo não existe não existe para quem está desabrochando para a vida e, se ela for( com um pouco de sorte) glamorosa e próspera, ao envelhecermos começamos a recordar das proezas sentimentais, profissionais e, por ironia sentimos fortes e itinerantes, cultuando com lisonjeio, nossas reminiscências. 
No decorrer de nossas existências nos deparamos com grandes obstáculos e dissabores, tudo isso nos faz sentir como um espectro envolto num redemoinho sem fim, nós nos sentimos amargurados, tanto que no auge de nossas existências, ficamos apáticos e nos esquecemos que a Lua gira pela Terra sem descanso, só há um problema, ela não envelhece.
Assim são nossas vidas, que gradativamente nos diferencia da Lua, apagando por por conveniência o passado para nos deliciarmos de belas poesias, pois são elas que nos rejuvenescem como outrora.