sábado, 27 de outubro de 2012

A luta pela sobrevivência




Ouvi ruídos e passos acelerados, olhei assustado no meio daquela enorme confusão. O prédio pegava fogo, todos corriam para lugar nenhum, meu corpo ardia com o calor e fumaça e o fogo se aproximando com uma estridente raiva. Pensei em Deus, pois nesse momento todos pensamos Nele e, envergonhado fiquei. De repente uma viga que sustentava o prédio desabou e com ela muitas pessoas, inclusive eu. Senti meus pés gelarem e pensei: será um milagre, pois estamos no meio de um incêndio, cada um tentando sobreviver; foi aí que eu vi: caí numa enorme caixa d'água e meu corpo que antes fumegante, agora esfriava. Mas o fogo queimava sem dó as pessoas, ouvia-se gritos e lamentos, foi um horror.
Eu, já com o corpo mais frio e com mais energia comecei a tentar fugir daquele fogaréu, para cada lado que olhava era o fogo ardia, sabendo não ter escapatória ajoelhei-me naquelas brasas com sorrisos de fome humana, chorei.
Nesse instante senti uma mão em meus ombros, não via ninguém, mas essa mão forte ergueu-me até fora daquele inferno humano e jogou-me  longe daquelas labaredas, quis agradecê-la, mas ela sumiu, então, comecei a correr, retirando pelas ruas minhas roupas, tamanha era a ardência e, não aguentando mais desfaleci.
Acordei na minha cama, minha mulher cuidando dos ferimentos e orando com firmeza, sorriu para mim e eu esbocei um leve sorriso. Pensei no meu desespero e de outras pessoas e, de repente uma notícia cruel era dada pela televisão: Prédio de oito andares pega fogo e não há indícios de sobreviventes. Estremeci.
Nesse instante, minha linda mulher telefona para a rede e diz que eu Jonas, que tinha uma loja naquele prédio perdeu seu sustento, mas algo superior havia lhe salvado a vida e, não há no mundo nada mais importante do que A VIDA, esse suspiro que Deus lhe preservou.

Dorli Silva

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Oh! Jesus!



Oh! Jesus! Tu que nasceste pobre
Numa manjedoura, uma estrela brilhou
Sua chegada nesse terrível mundo.
Foi crescendo com muita inteligência
Sumiste da Tua mãe que ficou à tua procura
na multidão
Com os doutores foste dar Tua opinião
Como criança foste como todas as outras
Cresceste, aí o Teu sofrimento começou.
Ninguém acreditavas em Ti, zombavam
Mesmo fazendo milagres foste discriminado
Viveste tão pouco nesse Mundo cruel
criado por Teu Pai para o homem viver
Mas o pecado, a ganância Te fez sofrer
Foste traído até por Teu próprio amigo
Por apenas trinta moedas de prata
Tudo que falaste aos seus apóstolos 
aconteceu tragicamente
E num instante começou Teu martírio
Foste arrastado, torturado demais
Tua coroa de espinhos sem dó
enfiaram na Tua cabeça
Foste crucificado e morto pregado na cruz
para nos salvar


Antes de morrer ainda disseste:
"Pai perdoa-os, eles não sabem o que fazem"
E na Tua agonia clamou:
"Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste?"
Três horas depois morreu
Morreste para nos salvar
Tu cumpriste o prometido no terceiro dia
ressuscitou


E subiste aos céus para reinar no paraíso



E o homem não acredita
E a fúria de Deus logo chegará...


Dorli Silva


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A deusa chorosa




Sou a esperança e, nessa noite estrelada vejo você, toda chorosa, sozinha na imensidão do nada, esperando seu amor que não virá, pois ele não existe mais, você não o regou com carinhos, fidelidade e amor e, agora chora. Arrependida? Talvez.
A lua triste escurece mais a noite, as estrelas choram lágrimas coloridas, molhando seu corpo frio e a relva que lhe da os ombros, pousa seu corpo estirando-o como se fosse um véu cobrindo o solo enfeitado de estrelas e pintado de verde.
A lua parece sonolenta e conversa com as estrelas o que fazer com essa deusa solitária, até que uma estrela dourada tal os seus cabelos chega a uma conclusão: Se ela está deitada, vamos cantar a música para adormecer os anjos e ela também dormirá. Isso foi feito.
Enquanto a bela mulher tinha seu sono dos anjos, duas estrelas foram conversar com seu amor que morava num castelo todo enfeitado de diamantes e esmeraldas. Elas o encontraram sentado à porta do castelo chorando lágrimas azuis. Então as estrelas disseram: a deusa tem muitos pecados, mas infidelidade não, pois lá do céu vemos tudo: o amor, a traição, a morte e a triste solidão da deusa. Vem, iremos guiá-lo onde ela se escondeu, pois seu choro formou um regato de águas límpidas matando a sede de muitos pássaros e outros animais.
A deusa acordou e viu a beleza do amanhecer, o sol querendo brilhar na sua vida e quando olhou para trás viu seu príncipe jogando-lhe um sorriso aperolado. Deu-lhe a mão e disse: minha princesa, vim lhe buscar, pois até o sabiá não canta e chora sua falta. Vem comigo para fazer-me feliz e encantar o castelo que chora a sua ausência.
E voltou.


Saudade dói



Ai! Como essa saudade dói
Vejo teu rosto e não o alcanço
Teu olhar fixo me chama
Para que? Você se foi...
Nada pude fazer para salvá-la
A tua hora chegou
Não me deste nenhum adeus
Aqui nesse quarto
Na escuridão da vida
Vivo só a te esperar
Eras a minha princesa
Teus olhos me chamam
A lugar algum, o silêncio
A dor, a saudade de ti
Estou sumindo de mim 
Não consigo dormir
De tanta saudades de ti
De repente, ouço barulho
entra pela porta um anjo:
Vim te buscar, ela chora
Aqui na Terra é sofrimento
Vou levá-lo até seu amor
Acordei
Que saudades de ti!


Dorli Silva