sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Homenagem aos Anos Dourados






Homenagem aos amigos dos  “Anos Dourados” 
   Década de 60 
   Reminiscências




Das escorregadias ruas de pedras

Dos cavalos, das charretes, da chuva

Do orvalho vestindo a relva

Ao redor da “Estação”.



Do apito do trem apressado,

Das saias pregueadas,

Das alvas meias soquetes

Dos livros, da escola.



Das procissões, das quermesses,

Dos bailes, dos vestidos luzidos,

Dos namorados, da ilusão



Reminiscências mil, que não

Olvido, apesar do hoje: confuso,

Medroso, desesperançado.


Rosetta Tharpe. Uma mulher negra inventou o rock and roll. Gênio musical do século 20, a norte-americana Sister Rosetta Tharpe é considerada a verdadeira criadora do estilo rock and roll. Ela surgiu antes de Little Richard, Muddy Waters, Elvis e foi a fonte inspiradora de todos eles.19 de dez de 2016
 
                                                                              

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Consciência social



infotecmais.com

 
Onde está meu pedaço de prosa, meu colinho, minha estória de bruxas que mamãe contava. Ela me pegava no colo, beijava meu rosto e dizia que eu era sua princesa.

Hoje vejo crianças sentadas mudas com seus celulares, notebook e nenhuma interação humana. A tecnologia as emudeceu, não brincam nas ruas, as bicicletas estão encostadas em qualquer canto do quintal e a vida passando e elas perdendo suas infâncias, a idade mais linda da vida.

Hoje se juntam carregando seus celulares no bolso, só saem de carro com seus pais para tomarem sorvete, comerem lanche e tudo o que não presta.

As crianças “velhas” andavam descalças no chão batido, subiam nas árvores, comiam goiabas apanhando-as nos pés, os meninos subiam nas mangueiras pegavam mangas jogavam para as meninas, eles as colocavam nas suas bocas e como macaquinhos desciam e todos íamos lambuzar. Depois lavávamos as mãos nos pequenos riozinhos. Nossas doenças: vermes, íamos aos postos de saúde tomar remédios. Não gostava, era um tipo de óleo tantas gotas conforme nossa idade.

Crianças iam à escola em dois períodos para aprender, brincadeiras só no recreio de meia hora, comiam depressa, as meninas brincavam de queima e os meninos de bola. Não havia ideologia de gênero na escola íamos  para estudar e brincar ou jogar, eu participava de tudo.

Lembro-me como se fosse hoje quando no recreio um menino me jogou um beijo, fiz-lhe um gesto que ele iria apanhar na saída. Bateu o sinal corri para pegá-lo, joguei o garoto no chão e se não me retirassem ele iria apanhar muito, isso serviu de exemplo para nenhum menino tentar mexer com uma menina.

Por quê? Os pais nos ensinavam em casa sem rodeios todos os perigos da vida até na nossa adolescência e se alguma jovem ficava grávida era um auê.

Tínhamos a obrigação de nos casarmos virgens, nossas roupas nos guarda-roupas eram revirados e ai se encontrasse alguma coisa, ao invés de beijo era uma bela surra.

Ficávamos moças, as mães nos levava nos bailes orquestrados, elas se sentavam e nós jovens dançando podíamos até sentir o cheiro do pecado, mas o medo era maior.

Valeu mãe todo o ensinamento, hoje vejo a frieza no que se tange a sexo, fico, então,  a recordar aqueles tempos bons que não olvido jamais. 



segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Tempos idos...



zucca.com.br



Ó tempos idos, tempos vividos, tempos sofridos
Tempos amargos, tempos de festas, tempos de amor
Ó tempo que fizeste com muitos dos nossos tempos?
O tempo nos trouxe as saudades de outrora

Ó tempo por que desgastaste tanto tempo vivido?
O tempo somos nós que fizemos acontecer
Por que nós passamos a vida em função do tempo?
Nós iremos em função do tempo, outros virão

Ó tempo por que agora velhos nem conversamos?
O tempo hoje é de introspecção, vivemos todo nosso tempo
Nossos filhos tiveram bons tempos conosco, hoje sós
Ó tempo o quanto fizemos e quanta ingratidão...

Ó tempos idos, hoje solitários que até o relógio parou
Parou nas reminiscências de uma vida bem vivida
Comungada no meio do campo, flores e nosso amor
 Ó tempo não mataste o silêncio falando com o olhar


sábado, 11 de agosto de 2018

Pai



O paraíso de Deus



Ah! Pai! Quantas saudades tuas

A dor foi tanta que chorei por doze horas

Lembro dos passeios de carroça suja

Onde no trotar da égua limpava a cidade



Era muito respeitado por todos

O teu amor por mim era incondicional

O meu era de ser sua filha amada

Aguarda-me pai,, pois logo estarei por aí



Quando partiste para o céu chorei

Hoje não tenho mais lágrimas para ti

Estás bem pertinho da mamãe

A esperar o dia do nosso reencontro



A vida sem ti pra mim é um vazio

Sou pássaro que voa a tua procura no nada

A noite chega quero sonhar contigo

Não consigo só ficaram doídas saudades