sábado, 16 de março de 2013

Você é meu sorriso




Não quero que o tempo urge
Quero que o relógio pare agora!
Você é meu sorriso é o meu mel
Minha doce garotinha, meu amor

Vamos correr pelos campos verdes
Quero conversar com as belas flores
Perguntar onde está a mais linda flor
E ouvi-las dizerem: está no seu coração

Meu anjinho, preencha meu coração
Me dê esperança d'um futuro com você
Será linda jovem, vou ficar enciumado
Vamos cavalgar pelos campos verdinhos

Mas o tempo urgiu e a hora passou
Você não perdeu seu encanto de menina
Uma menina com o corpo de mulher
Lábios doces que agora vou beijar


Dorli Silva Ramos

Que alucinação!!





Estava Caminhando e as estrelas sonolentas dormiam
A lua ao ver tamanho furor numa mulher
Escureceu mais a noite para não vê-la
 Deparei-me com estranha criatura, amoleci

Quem é você mulher de olhos verdes?...
Oras! Fui você ontem há milhares de anos
Venho assumir seu lugar que agora é meu
Senti calafrio na espinha, desmaiei na noite

Amanheceu, nem percebi minha mudança
Cheguei em casa, gritei: mamãe, onde está?
Ao me ver, quase desmaiou, olhos de medo
Cheguei perto para beijá-la, saiu correndo

Não sabia o que estava acontecendo comigo
Todos meus amigos quando me viam corriam
Pensava: o que será que está acontecendo?
Peguei um espelho no quarto, gritei e, acordei


Dorli Silva Ramos

sexta-feira, 15 de março de 2013

Sou o seu tormento





Eu venho cá, das trevas longínquas
Sou o seu eterno tormento nos devaneios
Sou a loucura alucinante na sua vida
Suas noites mal dormidas sem sono o fará um louco

 Sou o que você fez do meu corpo ardente
Um espectro envaidecido transparente
Um tormento adormecido na sua mente
Uma estrela que se apagou muito além

Sou a bela vela colorida que me ateou fogo
 Seu inferno em pesadelos nos seus sonhos
Sua desgraça ao se levantar no alvorecer
Sou sua desventura e sua sombra sofrida

Sou o que você me fez sofrer na agonia
Na hora, minha sofrida morte você sorria
Agora sou seu inferno na sua vivência na terra
Logo terminará comigo no fogo do inferno


Dorli Silva Ramos

Hora do adeus...





Enquanto você dormia ao luar no quintal da nossa casa, sentindo o perfume da terra e o magnetismo da lua, arrumei minhas malas para partir...Você acordou, adentrou nossa casa assustado e disse-me: onde vai meu amor? Não sabia o que lhe dizer, ia sair sorrateiramente enquanto dormia e diante do inesperado e triste encontro, respondi que iria abandoná-lo, pois meu amor era pouco e diluiu na rotina do dia à dia.

Mulher, não vá embora, eu a amo tanto, mas já que não me ama mais, eu vou seguir meu destino só, você fica na casa para cuidar de cada flor do nosso jardim. Dei-lhe o último beijo apaixonado e saí...Era noite, caminhei a esmo para lugar algum, a lua clareava meu caminho, minha garganta doía e sem poder aguentar, deitei-me no prado e chorei...Meu corpo suado, minhas pernas bambas, pois, não podia acreditar que ela que amava tanto me disse um adeus doído, retirando todas as minhas forças para continuar meu caminho e ali mesmo deitado na grama, tendo a lua e as estrelas como companhia, adormeci.

Acordei com os raios do alvorecer e bem perto dali bebi d'um fiozinho de água corrente que saía de uma nascente, então pude perceber o quão linda é a natureza em si e resolvi voltar.

Ao chegar perto de casa, ouvi uns risos, adentrei vagarosamente e vi aquela vadia nua deitada na cama fazendo urgia com dois homens. Enlouqueci por dentro, pedi que todos colocassem suas roupas, menos a mulher que eu amava e os expulsei de casa. Nunca mais soube dela, talvez esteja em qualquer bordeaux da vida consumindo seu corpo que um dia irá envelhecer.

O tempo passou, refiz minha vida, outra mulher tomou conta do meu coração, deu-me três filhos sadios e, toda vez que passava pelo jardim e via as rosas, pareciam que elas choravam e, para esquecer qualquer vestígio daquela mulher, mandei cortar as roseiras e nesse mesmo lugar plantei tulipas coloridas para enfeitar meu coração de uma alegria sadia.

Nunca mais soube daquela mulher que entreguei meu coração, mas minha consciência pediu-me para voltar, para saber que meu choro por ela era em vão.

Hoje, com outra família com mulher amorosa, sou um homem equilibrado e realizado e vivemos felizes com nossos filhos e com as novas tulipas.


Dorli Silva Ramos