domingo, 16 de junho de 2013

Os espetáculos que Deus nos deu ( miniconto)




  A vida passa? E você apressado e preocupado no seu escritório e não vê que você é quem passa? Peguei um domingo, sozinha, para visitar a natureza. Acordei cedinho vi um trem passar com muita preguiça, ainda estava com sono e me ocultava um dos mais lindos espetáculos da vida: o alvorecer, ou o crepúsculo do amanhecer. Lindo! Depois fui lanchar embaixo d'uma frondosa árvore, bebi água de uma bica numa manancial e, sonolenta adormeci.
 Acordei assustada, mas fui presenteada com outro espetáculo: o crepúsculo do entardecer. O sol querendo dar adeus ao dia eu eu ali pasma, tamanha beleza. Caminhei muito e cansada fui descansar mais um pouco perto d'um riacho. Dormi novamente e eu passando, pois o tempo urge e não espera ninguém.
 Senti minha pele molhada; garoou, assustei estava escurecendo, olhei dos lados ainda deu tempo de ver o sol sumindo no horizonte, não contive tanta beleza ao ver o crepúsculo do anoitecer dando lugar à lua e as estrelas e as nuvens escuras procurando abrigo, pois a noite logo chegaria.
 Não se prive das maravilhas do mundo, pois não é o tempo que passa, somos nós que envelhecemos e, a vida não tem retrocesso.



crepúsculo do amanhecer
amanhecer
alvorecer


crepúsculo do entardecer
entardecer


crepúsculo do anoitecer
pôr do sol


noite


E uma família feliz



Dorli Silva Ramos

sábado, 15 de junho de 2013

O pôr do Sol ( reeditando )



Meu coração se entristece
Ao ver o pôr do sol
Parece o Sol estar cansado
De tanto iluminar

Vem um novo dia
E lá está ele novamente
Como é bom namorar
Ver juntos o seu descansar

Quando chega o entardecer
Fico eu a pensar
Como seria um lisonjeio
Viajar no seu caminhar

Numa casinha no campo
Também vejo o pôr do sol
Entre as frestas das árvores
Sumindo e eu a deslumbrar


 Dorli Silva Ramos

Amar ( miniconto )



Amar é lapidar seu sorriso para mostrar toda vez que se encontra com seu amor, é pensar nas palavras  bonitas que serão proferidas na hora do encontro; as palavras não saem, são cortadas por um grande beijo apaixonado, um abraço carinhoso e um andar de mãos dadas.A saudade transforma-se em uma alegria infinda e caminhando, sem querer se deparar com a noite. Não vê o tempo passar, a lua e as estrelas sorriem o espetáculo do amor. É ter a leveza das aves, a força de um leão e a loucura da paixão que acelera os corações. Amar é permitir-se andar descalço na chuva pelas ruas esburacadas, beijando lábios molhados  e desapegados a modernidade de hoje: carro do ano, todo quadradinho, pois o verdadeiro amor não tem preço e não está a venda.


Dorli Silva Ramos

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A busca ( miniconto )



 Às vezes sinto um vazio na minha alma, algo me falta e saio pelas veredas da vida à busca dessa lacuna   que me atormenta e faz brotar nos meus olhos lágrimas de não sei do quê. Pego uma sacola com alguns pertences e saio de madrugada, antes que o sol me deseje boa sorte e caminho por uma estrada que parece não ter fim.
Chove, uma chuva miúda molha meu corpo, paro um pouco à sombra de uma enorme árvore, aí que fui perceber que não tinha levado água, levantei-me saí por um atalho que por milagre deu numa mina de água cristalina, saciei-me dela e, um pouco cansada deitei na relva e dormi.Num dado momento um velho horrível me acordou.
 E aí mocinha, tá à busca do quê? Respondi que não sabia, então o velho conversou comigo, vi seus pés calejados, barba comprida e perguntei: E você, foi a procura do quê?  - Do diferente, do inusitado e só achei infelicidade. Volta pra casa menina o que você está procurando é a sua infelicidade, pois a sua felicidade está na sua casa. Enxuguei as lágrimas e, voltei.


Dorli Silva Ramos