quarta-feira, 19 de junho de 2013

Vida cor de rosa (miniconto)



 Vesti-me de rosa eu fui dar um passeio no mar. O sol estava querendo dormir, foi quando olhei para o céu meio escuro e vi que meu vestido refletia a cor nas nuvens. Nunca vi tamanha beleza! Céu cor de rosa; foi   então que nas águas do mar, refletia a cor do Sol.
 Fiquei encantada com o inusitado e, por onde passava tudo mudava de cor. Um vestido colorindo a mente de todos os humanos de uma cor suave para abrandar os corações.
 De repente seguindo por uma vereda, a campina e as árvores eram verdes d'um tom claro, tal como a esmeralda antes de ser lapidada.
 Assim com essa força de fazer o bem, o mundo ficou encantado, sem sofrimentos e nem lamentos, só sorrisos e felicidades. Será que morri?

Dorli Silva Ramos

Mulher e rosa vermelha


Mulher sedutora e a rosa vermelha
É a maior combinação d'uma loucura
Rosa exala fragrância, mulher: paixão
Na urgia segue caminho da evolução

Nada segura um casal apaixonado
Nem tempestade de maledicências
Nem que o céu e lua venham alados
A cair no mar formando borbulhas

Essa mulher é uma lava em erupção
Destrói qualquer casal enfraquecido
Usa e abusa de homens com paixão
Depois perdem o seu amor querido

A mulher sedutora sem dó desfolha
Toda rosa que está no vaso da vida
Cuidado homens: fuja desse caminho
Bem mais sólido é amor do seu ninho


Dorli Silva Ramos

terça-feira, 18 de junho de 2013

Poeta apaixonado




Sou poeta apaixonado
Dou vida aos amantes
Beijo seu corpo lindo
De você sinto ciúmes

Um amor enlouquecido
Me perco nos seus ais
Como cão vil bandido
Afastar de você jamais

Bebo sua alma bandida
Entrelaçando os corpos
Vislumbro já embebida
Nos cheiros dos desejos

Sol acorda os amantes
Pelas frestas da janela 
Chuveiro é a despedida
D'um até breve ilusões



Dorli Silva Ramos

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Monólogo de uma solitária



- Que faço eu nesse castelo
escuro
gelado
sozinha
-Que faço eu nesse castelo
sem amor
sem beijos
Sem paixões
-Que faço eu nesse castelo
sem rei, sem coroa
com tumbas
com mortos
-Que faço eu nesse castelo
sem perfume
sem sonhos
sem esperança
-Que faço eu nesse castelo
sem o sol
a lua
o mar
-Que faço eu nesse castelo
sem as veredas
as campinas
as mananciais
-Que faço eu nesse castelo
se a solidão
do desespero
me matou
-Que faço eu nesse castelo
só com o brilho
das estrelas mortas
como eu?

Dorli Silva Ramos