segunda-feira, 24 de junho de 2013

Poesia concreta: BBG ou BBGI? (reedição)



                    
B. B. G    OU   B.  B.  G.  I ?
                       VOCÊ É BOA BONITA GOSTOSA
                                                    OU BOA BONITA GOSTOSA INTELIGENTE?

NÃO:  VOCÊ  É  UMA
                                      MULHER   MARAVILHOSA   E   INTELIGENTE
                                                                 UM  DIA  VOCÊ   DEIXA  DE  SER
                                                                                                                      BOA
BONITA  GOSTOSA
                                   SOBROU  O QUE HÁ DE MAIS ESPECIAL EM VOCÊ

       A SUA INTELIGÊNCIA
                       COM  ELA  VOCÊ   PODE CONQUISTAR
                                                                                      COM SEU CARISMA
SUCESSO  FELICIDADE  E
                                                 MUITO AMOR
JAMAIS  IRÁ  SE  ILUDIR  COM FALSOS  AMORES
                                                                                              AMORES  QUE  LHE
TRARIAM  MÁGOAS  E DESILUSÕES
                                                                     E   NESSE ÍNTERIM
VOCÊ  CONQUISTA  INFLUÊNCIA

E SABE AMAR
                          E   SERÁ MUITO

                       A   M   A   D   A

                    

Dorli Silva Ramos

domingo, 23 de junho de 2013

Sonhando no jardim(miniconto)



 Às vezes, fico pensando, largada no jardim da minha casa, se valeu a pena meu viver até agora, vejo vultos a me rodearem e sinto a fragrância de algumas flores que me faz sonhar. Onde estão meus sonhos? Se esvaíram na pobreza da minha alma... Minha vida se baseou na ociosidade, a preguiça foi minha companheira até agora.
 Hoje, minha mente é só um vazio, sei que minha beleza irá acabar e, ao invés de pensar no meu futuro, fui atrás de orgias e o tempo vai passar...
 Ainda sou jovem e espero que dê tempo para que eu possa fazer uma revolução em minha vida e ser alguém que irá se orgulhar de si própria, pois sei que nunca é tarde para o recomeço.
 Recomeçar é dar a si mesmo a oportunidade de viver com intensidade e orgulhar-se de poder voar para concretizar seus sonhos, dantes inimagináveis.

Dorli Silva Ramos

sábado, 22 de junho de 2013

Minhas noites(miniconto)



 Minhas noites são todas iguais...Partiste para nunca mais voltar, deixando-me sufocada de desejos, acalmados com frias águas do mar. Meu pensamento chega até o teu e, inexplicavelmente, meu coração aquece. Afinal tu permeias minha saudade, minhas noites solitárias. Às vezes, sinto o teu cheiro, o mesmo cheiro que impregnou meu corpo sedento de amor, de carinho e de paixão.
 Hoje a noite está fria. Até a lua e as estrelas esconderam-se atrás das nuvens para não ver meu sofrimento e, totalmente só, choro minha saudade e minha solidão.
 Adentro nossa casa, tudo está perfeitamente do jeito que tu deixaste: teu chinelo na soleira da porta, teu roupão dependurado no banheiro...O  sabonete perdeu o cheiro, afinal secou tal qual meu coração.
 De repente, toca o telefone...Reconheço tua voz, minha taça de champagne cai no chão e grito: És tu, meu amor? Do outro lado alguém responde: desculpe moça, foi engano.


Dorli Silva Ramos

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Minha sensibilidade(miniconto)



 Há dias que me encontro assim, leve como um beija-flor, e rápida em meus devaneios. Parece que toda minha vida está hoje presente para comemorar minha satisfação de viver. Sou perfeita, aqui no meio de alguns arbustos, sinto o perfume da rosa vermelha e parece que ela chega até a mim sorrindo de satisfação, pois sabe que é amada pela sua beleza e perfume que exala e encanta.
 Sempre com os olhos fechados tenho a impressão que estou assistindo a um filme, no qual sou a bela protagonista, com meus vinte anos, esbanjando sedução e amor aos telespectadores. Vejo em cada um o brilho de seus olhares e a ansiedade de poder apenas tocar em meus cabelos.
 De repente, meio atordoada, levanto-me desse lugar, esquecendo de segurar o véu vermelho, a cor da paixão que cobria a minha nudez. Não havia ninguém, só eu e minha sensibilidade.

Dorli Silva Ramos