sexta-feira, 19 de julho de 2013

Desencontro



Enquanto o sol se prepara para dormir
A lua surge iluminada pelas estrelas
Que é o encanto dos eternos apaixonados
Surge com alegria e um sorriso com esplendor

Ó lua, quero seu fascínio à entregar ao meu amor
Quero seu encanto a me deixar doida de paixão
O pôr do sol me encanta no seu belo descansar
Mas a lua me explode de sonhos no seu despertar

Amo o sol e a lua com o mesmo ardor e fervor
Pois os dois me dão a graça de poder ver:
Os raios do sol espalhando seus reflexos na terra
A timidez da lua sorrindo para as estrelas

O coração do poeta fica indeciso a quem amar
Junta o calor do sol com o frescor da lua
Aquece o seu coração e refresca seus versos
Assim o sol e a lua se completam entre si

Dorli Silva Ramos

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Afinal, o que é o amor?



Amor é um sentimento de desprendimento
É a pura magia que alimenta o coração
Amor é oferecimento do que temos de melhor
É a sensação de leveza e pura fascinação

Amor é a soma de vários bons sentimentos
Que nascem dentro de quaisquer pessoas 
É como sentir uma brisa a molhar o rosto
Sonhar no sono a concretização do real

Amor é uma palavra tão pequena, mas forte
Não escolhe o belo, o feio, o chato; acontece
Na praia, num passeio ou em qualquer lugar
Não tem dia, nem hora pro amor se idealizar

Quando acontece, carrega junto a paixão
Ah! Dois sentimentos de inúmeras emoções
O amor alimenta o dia e a paixão a noite
Noite e dia, dois lindos tempos para amar


Dorli Silva Ramos

Romance de uma caveira






Eram duas caveiras que se amavam
E a meia noite se encontravam
Pelo cemitério os dois passeavam
E juras de amor trocavam !
Sentados os dois em riba da lousa fria
A caveira apaixonada assim dizia
Que pelo caveiro de amores morria
E ele de amores por ela vivia !
Num galha uma coruja cantava alegre
Ao ver os dois caveiros assim feliz
E quando eles se beijavam em tom fúnebre
A coruja batia as assas
Pedia bis !
Mas um dia chegou de pé junto
O cadáver novo de um defunto
E a caveira por ele se apaixonou
E o caveiro antigo abandou
O caveiro tomou a bebedeira
Matou-se de um modo romanesco
Por causa daquela ingrata caveira
Que, trocou ele por um defunto fresco
Um defunto fresco
Defunto fresco
Fresco
Dorli Silva Ramos 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Suspense !!


Zhaoming Wu - Aft...

 Estava amanhecendo, acordei com o barulho da janela e me perguntei: Como? Ontem eu a  fechei freneticamente e agora posso ver que ela está semiaberta, aí comecei a ficar com medo e ao mesmo tempo preferi a dúvida de não a tê-la fechado bem.
 Como moro sozinha nesse apartamento saí à vontade para tomar banho, fazer meu desjejum e seguir para meu trabalho no centro da cidade, uns cinco quilômetros daqui. Entrei cantarolando no banheiro, abri a torneira do chuveiro e começou a cair aquela água quentinha e com o sabonete fui deslizando meu corpo inteiro. De repente, a água começou a esfriar e as gotas d'águas que caíam do chuveiro pareciam sangue.  Rapidamente fechei e abri a torneira da pia a mesma coisa, então enrolei-me numa toalha e comecei a gritar, gritos que foram sufocados por uma mão conhecida. Mão do meu amor.
 Expliquei a ele o ocorrido, ele começou a rir e disse que colocou tinta vermelha na caixa d'água para me assustar, comecei, então, a chorar. 
 Ele me abraçou, me beijou e disse que eu era a mulher mais corajosa da Terra, aí enfureci e lhe dei uns murros de amor e, sorrindo pegamos o elevador e ele me levou para o trabalho.


Dorli Silva Ramos