terça-feira, 23 de julho de 2013

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Víctor Farat

MEUS ANTIGOS VISITANTES
MUITO OBRIGADA PELAS SUAS VISITAS
EU CONTINUO ESCREVENDO
PARA VOCÊS

BEIJO NO CORAÇÃO

Lua Singular

Brincando com as palavras



Os fragmentos esmagam o chão
Com torrente de sangue que é paixão
Minha prosa fica cheia de risos

Na boca com murmúrios da difícil matéria
Gesto de preeminência ao inverno
Com traços de minhas coxas em luta

Com a frieza do gelado chão
Grudei como um ímã no meu dócil
E querido amor


Dorli Silva Ramos


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Rabiscando o amor




 Você era tão linda quando nos casamos, de repente veio a doença e você paulatinamente foi se definhando até a morte. Foi um ano de felicidade e três de sofrimento, vendo sua beleza se desfazendo e sua alma querendo me deixar. Perdi o emprego, pois faltava muito para não deixá-la sem minha presença.
 Conversava e declamava lindas poesias de amor, você esboçava um sorriso amarelo, pois sabia que iria me deixar. E deixou: de seus olhos desceram suas duas últimas lágrimas, bebi delas, beijei seus lábios já gelados, pois a morte lhe sorria.Fechou os olhos para sempre, coloquei a cabeça no seu peito e seu coração não batia mais e gritei: Perdi minha Tereza, perdi minha vida.
 Nunca mais trabalhei, virei um vagabundo pelas ruas a rabiscar a silhueta da minha Tereza, minha doce mulher, com a qual não tive tempo de viver.
 Ganhava algum dinheiro rabiscando silhuetas das mulheres que por mim passavam, paravam e pediam as suas imagens e eu as fazia com amor. Era com esse dinheiro que sobrevivia.
 Um dia passou por mim um senhor muito bem vestido e disse-me: venha comigo, adentrei a um lindo carro e rodamos por horas até chegar a um prédio, onde li: jornal.
 Nesse jornal, desenhando, pude refazer minha vida, pagar minhas dívidas e alugar uma pequena casa, mas a hora que chegava nela, sentia o seu perfume e começava a chorar.
 Passado alguns anos, não conseguia mais rabiscar sua silhueta e nem sentir o seu perfume, ela começou a entrar no meu esquecimento e assim encontrei outra mulher e por ela me apaixonei e nos casamos.
 A vida é assim, quando se é feliz no casamento, o parceiro(a) morre, passado algum tempo ela(e) envia outra pessoa para nos fazer feliz e reconstruir a vida e a felicidade de termos filhos sadios.


Dorli Silva Ramos

A espera



Tu me disseste até breve
Pediu-me para te esperar na praia
Pois em dois anos voltarias 
Já se passaram tristes três anos...

Há três anos venho à praia
Ondas choram minha saudade
Minh'alma inunda de soluços
Eu grito para afugentar a triste dor

Me visto de vermelho da paixão
Do teu corpo cheio de desejos
Hoje me jogo nas águas frias do mar
Para acalmar meus anseios

Numa tarde nebulosa na praia
Ouvi, tu corrias e gritavas meu nome
Votei meu corpo, corrias pra me abraçar
Apenas com uma mão, entendi a demora

Então disse: eu jamais iria te abandonar...


Dorli Silva Ramos