quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Meu lamento



 Nesse meu lamento de solidão tento recordar o dia que tu foste para o plano espiritual, cá fiquei com minhas dores na alma, lamentando não poder mais te tocar, te beijar e, assim minha vida começou a ser apenas um vazio na escuridão dos meus devaneios. Sonhar contigo não conseguia, então saía para o bosque onde ficávamos todas as tardes. Soluçava por ti.
 De repente ouço um lamento, mas não era o meu e de longe pude ver o seu vulto lindo sorrindo para mim. Saí correndo na sua direção e ao chegar perto, tu estavas estático, sem aquele brilho no olhar, sem um sorriso, mais parecendo uma estátua e, começou a flutuar sumindo paulatinamente do meu olhar.
 Dos meus olhos lágrimas quentes começaram a escorrer, um nó na garganta doendo e não conseguindo chorar; desmaiei.
Não sei quanto tempo ali fiquei, ao acordar a minha frente ele estava, suas mãos entrelaçaram as minhas, mas não as sentia e eu levemente fui levitando com ele e ao olhar para baixo vi meu corpo adormecido.
 Ele me abraçou, foi aí que mamãe me acordou, então ela me disse: pare com esses lamentos, ele precisa de paz e tu de outro alguém para amar.
 Refiz minha vida; hoje estou envelhecida, mas nunca esqueci aquele amor...

Dorli Silva Ramos

quarta-feira, 31 de julho de 2013

BONEQUINHA DE PANO- reedição



Veja que garota linda de 22 anos maus vividos
Não sabe o que quer na vida e se deixa influenciar
Não tem atitudes próprias, precisa de conselhos
Se for bons ou maus para ela, os absorve

O tempo vai passar a bonequinha ficará só
Chorará muito e dirá que não teve sorte
O amor bateu a sua porta por várias vezes
Não aceitava, pois dependia do aval dos pais

O tempo passará mais depressa ainda
Carregando consigo a beleza de bonequinha de pano
Quem irá lhe querer agora? Ninguém
Ficou velha, feia, rabugenta e prepotente

Tudo poderia ser diferente se ela tivesse
Sua própria personalidade. Só sua
Hoje teria um homem que cansou de amá-la
E outra de carne foi procurar

Dorli Silva Ramos

A alegria de viver...



Amo minha vida tal as rosas
Da um ânimo e uma alegria de viver
Esqueço o passado e as provas
Passo borracha em minh'alma sem sofrer

A vida é muito curta para lamentações
Vivo o agora e o ar que respiro
Visto-me de alegria sem recordações
Amanhã é outro dia e amor aspiro

Que ele venha cheio de alegria e ternura
Para enfeitar minha vida com paixão
Que ele traga a sua metade boa e pura
A se juntar a minha sábia razão

Vamos os dois viver numa única emoção
Para casar nossas alegrias do amor
Nos beijarmos num dia lindo e abrasador
E à noite vivermos uma forte alucinação

Dorli Silva Ramos

terça-feira, 30 de julho de 2013

Pensando à vida



  Às vezes me pego pensando à vida e tento buscar dentro de mim os adjetivos que plantei durante tantos anos e me barro no desconforto de enfrentar outros adjetivos que vão contra a minha índole e olho o céu maravilhoso e não me conformo que há pessoas que não sabem valorizar um simples aperto de mão, uma conversa sincera e me questiono. Por quê?
 Logo, como num relance a resposta que me vem à mente não me agrada, pois ela me diz que o ser humano está ficando cada dia mais solitário devido a sua ganância: triste “estupideza”; pois ninguém consegue se isolar por muito tempo, precisa do calor de uma palavra amiga ou mesmo um amor.
 A ganância impede a pessoa de se relacionar de uma forma amigável com outra, pois há a disputa de valores inerentes a si mesma e isso faz com que ela se torne amarga e infeliz.
 O tempo que vivemos na Terra difere de pessoa por pessoa, mas no geral é muito curto em querer só para si mesma o controle de todas as situações e, perdendo com isso vivenciar as coisa simples da vida como: olhar as estrelas do céu, a lua e sua fascinação, o verde das campinas e, o mar sabendo disso, muitas vezes, fica revolto e faz chorar as borbulhas das suas ondas.
 Portanto, que cada um aproveite o máximo todas essas maravilhas que Deus nos proporcionou e que sejamos fiéis conosco mesmo: a Sua maior criação.

Dorli Silva Ramos