Van Gogh
Casei-me muito jovem com a bela Mercedes e a vida passava
vagarosamente, íamos a colheita de algodão juntos, tínhamos charrete, jardins
floridos(ela gostava de flores); enfim éramos meeiros numa grande fazenda.
Um ano se passou e Mercedes começou a entristecer, pois suas amigas a chamavam
de árvore seca, pois não pegava filho.
Um dia eu e minha doce Mercedes enveredamos numa campina, muito
tristes, de repente a nossa frente apareceu uma velhinha pedindo um pouco d'água.
Prontamente minha doce mulher pegou a moringa, despejou aquela água cristalina numa caneca de barro e saciou a sede da mulher. Ela agradeceu, olhou para os céus e disse: que Deus
lhes deem muitos filhos. Amém, nós respondemos.
Dois meses se passaram e Mercedes começou a enjoar e a esperança
de estar prenha animou o casal apaixonado. Ela engordava dia após dia, enfim a
felicidade fez morada naquela casa.
Nove meses se passaram e ela começou com fortes dores, corri chamar a
parteira. Dei a ela tudo que me pediu e fiquei orando para que ela fosse feliz,
nisso bateram à porta. Eu não conseguia acreditar, era a mesma velhinha que
demos água e disse que ia pegar meu filho. Eu lhe disse: mas lá no quarto tem
uma parteira. Nisso a parteira saiu suada dizendo que não conseguia,
imediatamente a velhinha entrou no quarto: Ajoelhei-me no chão com muita
esperança pedi ajuda ao Senhor.
Não demorou muito tempo ouvi choro, não( ... ) eram choros. A
velhinha trouxe duas lindas crianças: uma menina e um menino. Olhei pro céu,
agradeci por nunca ter perdido a esperança que Mercedes me daria um filho e ela
sorrindo, pois havia parido um casal de filhos lindos e sadios.O casal deu o
nome à menina de Esperança e ao menino Divino.
Hoje me encontro só, minha família toda morreu, estou muito velho,
mas não perco a esperança de reencontrá-los num outro plano.
Dorli Silva Ramos




