sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Mente: enigma indecifrável ( reedição )



 A nossa mente é uma fábrica de fazer sucessos, insucessos, alegrias e tristezas. Tudo depende de como a mobilizamos. Para termos sucesso e alegrias devemos pensar só em coisas boas, sermos persistentes em tudo aquilo que queremos alcançar, esquecermos o passado, que o mesmo tenha sido desastroso, e avançar em nossas conquistas. Tudo isso se resume nisso: sermos otimistas! Se alguém nos saudar:-Como vai, tudo bem?, devemos responder: -  Cada dia melhor, ou, hoje melhor que ontem. Nosso cérebro irá  fervilhar para que o nosso amanhã seja melhor que os dias anteriores.
 Nós temos milhões de neurônios esperando para serem estimulados. Não os deixem em devaneios, que sejam aguçados para a esperança, aos desafios que temos que enfrentar em nossa vida. Nós fazemos da mente o que queremos ser: pessoas sadias, sorridentes, alegres, bonitas e prósperas.
 Portanto, não deixemos nossos neurônios agitados para os maus presságios, insufla-os ao trabalho sadio para que possamos ser pessoas felizes e atuantes.

 Dorli Silva Ramos

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Paixão (miniconto)



 Pobres pecadores à procura da paixão, ela não é amor, pois amor é serenidade. Quando ela vem nos tornamos destemidos para embalarmos como criança desprotegida. A paixão tem curto prazo de validade, logo se acaba e saímos machucados vindo lágrimas e suspiros de saudades.
 O  tempo encarrega de levar esse mal para irmos à procura de uma nova vida. De repente, eis que nos deparamos com outra paixão vindo sorrateira.
 Quando é meu Deus que vai parar essa vida de tropeços apaixonados? Só a velhice poderá responder.

Dorli Silva Ramos

Abraço ( de amor )



Afinal que tem um abraço de especial?
 Um forte odor de saudades doídas
Onde duas bocas se beijam atrevidas
A ouvir  batidas d'um coração crucial

Quanto mais apertado for o abraço
Um turbilhão de sangue corre nas veias
À formar um único coração em alvoroço
Matando duas saudades nas ideias

Depois vêm  os beijos apaixonados 
Também suáveis abraços com conexão
 Incontrolável calor aquece corpos
Que se desliza carícias e ardente paixão

Quem ama nunca saberá o que é solidão
Pois o apego se transforma na imensidão
D'um amor atado que não se olvida
À fazer planos d'uma bela vida

Dorli Silva Ramos

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vesti-me de primavera( Eu não faço parte desse conto)




 Hoje acordei feliz, algo em mim dizia que deveria fazer uma revolução em minha vida. Quando ia tomar meu banho matinal, resolvi tomar um banho de primavera. Despi-me e nua caminhei até um campo florido perto de casa. Abri os braços, dei bom dia às flores, às borboletas, às joaninhas. A relva verdinha encheu meu coração de alegria.
 O amanhecer estava lindo, o sol brilhava toda aquela beleza que ofuscava meus olhos. Senti-me tão leve como uma borboleta azul que sorriu para mim. Borboleta sorrir, será que estava ficando louca? Firmei minha vista, estiquei o braço e ela pousou toda delicada na palma da minha mão e, falou: Vocês humanos são muito tristes, nós somos animais pequenos mas de uma enorme felicidade, mas hoje é seu dia. O tempo que permanecer aqui todos nós a faremos feliz.
 A relva era alta e cobria toda a minha nudez e, caminhando com os animaizinhos fui conversando com todas as flores coloridas, as joaninhas enfeitavam meu corpo e as borboletas colocavam algumas flores, que já mortas renasciam em meus cabelos.
 De repente o sol escureceu, uma chuva fina começou a cair e rapidamente ficou forte e a passos rápidos nos escondemos embaixo de um ipê amarelo que nos protegeu da chuva. O ipê era bem alto e estava carregadinho de flores amarelas que caíam em meu corpo e em toda a campina à volta dele. De repente, o ipê suspirou, nem assustei, então, perguntei: por que suspirou ipê? Porque você é tão linda e estou apaixonado por você. Mas como? Você é uma árvore...E como num piscar de olhos o ipê se transformou num lindo príncipe, quando fui desmaiar segurou-me nos seus braços e beijou meus lábios. Acordei.
 Enrolou minha nudez na sua capa dourada, montou-me num unicórnio, subiu, agarrei na sua cintura e rumamos ao seu castelo. Antes de entrar no castelo ele me disse: eu sempre a amei. assustei-me, pois nunca havia visto aquele jovem tão lindo! Olhou nos meus olhos e nos beijamos.
 Tudo teria sido tão lindo se não fosse apenas um sonho.




Dorli Silva Ramos