sábado, 2 de novembro de 2013

Aos meus saudosos pais


Donald Zolan

"Eu fui o presente que ganharam"



M ãos calejadas, suadas, honradas
A tadas à família, a Deus , ao trabalho
R espeitadas, doadas, emprestadas
T imbradas pelo tempo, ranhadas pela
I ncansável batalha,
M arcadas, cansadas.

R abiscadas pelas fendas  da idade
E mpobrecidas por  falta de atividade,
I gnoradas por algumas autoridades,
T inhadas na honestidade,
A marguradas pela perda do seu "amor",
N ão suportaram
O flagelo da solidão, faleceram.

Meu pai morreu  de saudades após cinquenta e um dias da morte da minha  mãe que era uma:





Seu nome

Angelina Garcia Reitano

Nunca os esquecerei
Sua filha

 Dorli da Silva Ramos  

A maior herança que eu recebi deles: honestidade, hombridade, respeito, dignidade e paciência.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um rosto de menina



 Na caminhada da vida, houve uma menininha  de nome Clara, de rosto sofrido, mas que gostaria de brincar como outra qualquer; mas seu pai dava-lhe trabalho rude, tinha que plantar e colher milho durante a secagem natural no campo. No seu coraçãozinho começou a nascer uma revolta muito grande.
 Ela gostava de brincar, como outra criança qualquer, era linda, tinha os cabelos dourados como o milho seco e estava sempre a pedir ao pai um brinquedo, o qual nunca satisfazia seu pedido. E assim, a menina Clara, sem nunca ter uma boneca para brincar continuava no trabalho duro da roça tendo que aguentar as brutalidades de seu pai.
 A menina cresceu virou uma mocinha bonita, era de uma beleza morta, tinha um rosto triste, mas como todas as mocinhas da sua época sonhava que um príncipe viria buscá-la com um cavalo branco. Eram sonhos...
 Clara, ainda jovem, casou-se com João para se livrar do sofrimento da roça; achava que estava apaixonada por ele, o qual trabalhava na roça com ela. Não demorou muito tempo casaram-se num dia de domingo.
 Quando chegou na segunda feira, João acordou Clara com brutalidade exigindo que ela fizesse o almoço de madrugada e, sem lua de mel rumaram os dois num trabalho exaustivo. Apesar de João a maltratar, ainda Clara teve dois filhos desse desastrado relacionamento.
Um dia Clara tomou uma decisão: sair de casa com os filhos, tentar criá-los em outra cidade, arrumou um quartinho para abrigar a ela e seus dois pequenos filhos e saiu à procura de trabalho. Nada conseguia pois era analfabeta, mas de tanto procurar arrumou um emprego de passadeira numa tinturaria. Era muito caprichosa e seu salário que era muito pouco foi aumentado, dando condições de estudar seus filhos e aos sábados e domingos lavava e passava roupas dos mais favorecidos para completar sua renda.
 Clara era uma mulher bonita, mas não lapidada pela alegria do amor e paulatinamente foi envelhecendo rapidamente, pois sofria de um grande mal: a solidão.
Seus filhos cresceram, trabalhando e estudando conseguiram dar um maior conforto para sua mãe. Só que eles notaram que ela estava muito agressiva ao ponto de um dia quase queimar a casa toda. Ficou louca, foi internada num hospício e sempre dizia que seu príncipe viria buscá-la num cavalo branco.
 Quantas histórias parecidas a essa acontecem todos os dias nesse mundo de disputa, de ódio e desamores.
 Vamos nos amar mutualmente. 


Elaboração do enredo( Dorli Silva Ramos)

***
(Colaboração da ideia: (Nati Caetano)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Halloween ( Dia das Bruxas )



  Não vou escrever aqui toda a historia da festa de Halloweem ( Dia das Bruxas ) que todos estão cansados de saber e nem vou me basear nas explicações que outros blogueiros colocam no Google.
 Vou descrever o que minha saudosa mãe falava das bruxas, ou seja, quem era considerada bruxa em épocas antigas, tornou-se uma lenda que ela me passou e vou tentar repassar a todos vocês.

 Eram chamadas de bruxas aquelas pessoas que benziam crianças e adultos, pois médicos eram raros, davam folhinhas para fazerem chás e muitos banhos de ervas às sextas-feiras e as pessoas ficavam curadas. Aí vinha a fé de cada um e, a partir daí muitas foram mortas queimadas, diziam que faziam parte com o diabo.( Muitas bruxas morreram por tentarem fazer o bem).

 Deram a elas uma maldição( mulheres horrorosas, cheias de verugas que gostavam de fazer caldos em um caldeirão com asas insetos horripilantes, suas moradias cheia de morcegos e mal cheirosas ), tudo isso para assustarem as crianças peraltas. Coitadinhas nem dormiam direito e não tinham nem o direito de chorar.

 Usaram as coitadas das bruxas nas histórias infantis, como sinônimo do mal e da feiúra. Quantas ilusões colocavam nas cabecinhas das crianças simplesmente para assustarem e fazerem obedecer, apesar de que hoje muitos mostram bruxinhas bonitas, mas não contam as suas verdadeiras histórias

 Hoje, as crianças são muito espertas e não acreditam em bruxas feias, elas querem aproveitar da festa de Halloween e comerem muitos doces.

 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Chuva iluminada


Mensagens e Gifs da Teka

Hoje eu quero lavar minha alma
Das intempéries do cotidiano da vida
Colher rosa vermelha quase a se afogar
Ao arrancar o pé de rosa, veio me beijar

Senti na boca um gosto de ternura e amor
O pé  de rosa virou um lindo príncipe
Transformou-se em pé de rosa para sentir-me
Ao tocar em mim uma bela jovem com ardor

Em fortes abraços rolamos na terra molhada
O cheiro dela misturou com o do amor
Abraçadinhos sorríamos e não falamos nada
Brincamos na chuva, selamos um beijo abrasador

E no vaivém desse louco e doido amor
Percebi uma enorme tristeza no meu coração
Um forte abraço parecia uma tentação
Acordei assustada; foi um sonho, ai que dor

Dorli da Silva Ramos