Mãos suáveis como as rosas, calejadas pelo trabalho bruto,
chorosas ao abanar adeus, felizes ao dizer até logo; mãos que enxergam os
desgraçados, que as seguram em suas mãos, que enxugam as nossas lágrimas, que
acariciam as mãos dos pequeninos.
Mãos que batem nos indefesos, ferozes que matam sem piedade seu
irmão, mãos que esmolam um pedaço de pão, maldosas que só sabem dizer não; mãos
benditas que semeiam o bem, malditas que só fazem o mal, mãos que fizeram com
espinhos a coroa de Jesus, que sem piedade a cravaram na sua cabeça; mãos que
sorriam ao fincar a espada no seu coração, infelizes que com pregos pregaram
Jesus na cruz; mãos da mãe de Jesus que enxugaram suas próprias lágrimas e mãos
que agora arrependidas clamam o perdão do Pai.






