quarta-feira, 1 de abril de 2015

Meu silêncio-miniconto



Pedia ao Sol, mas ele não obedecia; as estrelas mudas clareavam a lua. Na penumbra da noite elas dormiam e, em transe eu implorava a volta do meu amor. No silêncio da prece vem o suspiro da saudade que sem dó fatiou meu triste coração em mil pedaços.
Essa noite sinto que ele chegará trazendo uma tempestade de beijos de amor, apagará a chama que arde em meu peito, fazendo meu corpo derreter de paixão.

Ofereço esse miniconto a todos os meus visitantes anônimos.
Obrigada pelas muitas visualizações.



terça-feira, 31 de março de 2015

Monotonia



 flores de amor


A monotonia é meu espinho de hoje, que será a flor do amanhã. Por hora bebo dela, apesar de não ver as flores empobrecidas, sinto uma angústia que dói meu peito e me pergunto. Por que? Talvez seja um momento em que meu estado de espírito precise de outros alimentos. 
Mas sou forte e vou cultivar a vida, pois do contrário quando a lua me ver, empalidecerá. Eu amo a lua e sinto vergonha de mim mesma, pois ela trabalha sem descanso e eu aqui a choramingar fagulhas de vida.
Não, enquanto eu fico nessa monotonia que me consome, muitos não têm nem onde morar e vivo bêbada de vergonha de mim. Minha palavra não é como estrelas que à noite brilham a vida dos eternos enamorados. Vou vagar como elas, pois a ociosidade está me envenenando.
Na calada da noite, a brisa beija minha pele e na beleza do céu colorido volto pra casa com um propósito: sou jovem, bonita e saudável - nada me falta para ser feliz, afronto a mim mesma.
Parei de lamuriar e na batida do tempo apago a sede da monotonia para aprender a ser feliz.

segunda-feira, 30 de março de 2015

A janela





Abro a janela do quarto. Quero conversar com o céu. De repente as nuvens pareciam querer ver o céu  reluzente que invadia meu coração, ele queria falar comigo e um véu de neblina pairou no ar. Um chuvisco preguiçoso caía  e uma brisa gostosa passou pelo meu rosto. O chuvisco engrossou e a chuva caía deixando as folhas do meu pequeno jardim reluzentes.
Olhei da janela o jardim inteiro sorria a chuva e ele a bebia toda formando pequenos charcos. A chuva parou, os charcos a terra os engoliu, as flores sorriam e os girassóis procuravam o sol que logo despontou.
Chegando perto da noite meu pequeno jardim dormiu e com ele alguns sabiás.Voltei à janela, ainda deu tempo de ver o pôr do sol embriagado querendo dormir.
De repente ouvi o sussurro do vento a insultar meus ouvidos. Olhei o céu estava estrelado todo iluminado para a chegada da lua formosa, que ao me ver na janela sorriu.
Num instante senti o cheiro do vento, fechei a janela, mas mesmo assim insistia em me ver, puxei a cortina, ele me viu e feliz foi embora.
O sono veio e após o banho, fui dormir, só,numa enorme cama e chorei a saudade do meu amor.


domingo, 29 de março de 2015

Nos caminhos e trilhas da vida



Palmilhei os caminhos da vida
Por entre atalhos me perdi
Num mundo cheio de orgia.
E já na calçada da vida...
Um anjo veio me resgatar
O belo coração generoso
Do roceiro Severino...
Que no seu pequeno sítio
Pôs-me no trabalho acertado
Hoje tenho uma vida digna
Aqui me casei com a Rosinha
Que me deu airosos filhos
Agradeço ao Severino
Quanta felicidade!
Obrigada meu senhor!