quinta-feira, 9 de abril de 2015

Desalento




No choro do vento; solitária numa praia paradisíaca à noite vejo o vagar das estrelas,quero conversar com elas.Vou suplicar a elas a volta do meu amor, que sem nada dizer me abandonou.
E no vagar das estrelas,meu pedido é em pensamento. Parece que não ouviram e choro.
Meu suplício continua nessa praia arenosa, afundo meus pés. De repente já estava perto do mar revolto, já sem esperanças, resolvi voltar. As ondas revoltas, pude ouvir os seus choros e no silêncio da noite ouvi uma voz solitária ao longe me chamar. Tive medo e corri mais para perto das ondas do mar e nas suas fúrias me jogou longe e na sua volta me carregou para o meio do oceano.
Era excelente nadadora, mas debatendo com elas, uma força brilhante me puxou e no ar levou-me até a praia com segurança e quando quis agradecer essa força apagou, penso ser as estrelas que condoída com o meu destino me salvou.
Já com o medo das ondas voltei para casa. Tive que andar muito nas areias , olhei para o céu, uma constelação de estrelas clareava meu caminho. Nisso no caminho vi sentado na areia aos prantos, Luis. Não acreditei, ele chorava e me disse: minha doença me fez perder a razão e preferi ir embora sem lhe avisar, mas uma tempestade de amor trouxe-me até você.
Sei que a fiz sofrer Carla, mas quando soube que teria um ano de vida, enlouqueci de tristeza.
Ora Luis, porque não me avisou: então vamos nos casar e para mim um ano de felicidade, prefiro ficar sem paixão que sem você. O casamento foi rápido, mas como o problema era profundo preferimos dar não ao sexo e só ficamos aos carinhos.
Chegou um ano e Luis não morreu, fomos  a outro médico, Luis fez todos os exames e passado uma semana fomos buscar o resultado e ao abri-lo, nossos corações pularam de alegria: Luis nunca sofrera do coração. Esperamos o médico sair do seu consultório e o barramos, ele tremeu...Por que está tremendo doutor?
Desculpem e façam o que quiserem comigo, posso até perder meu emprego, mas como amava você, não suportava saber que iria casar com outro. Luis, ainda trêmulo de raiva foi dar um soco no médico, eu segurei sua mão.
Temos que ter uma alva alma e um coração cheio de bondade para sermos felizes.
Luis e Carla até hoje são felizes.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Lua: minha paixão




 Lua você foi minha companheira
 em dias bons e ruins
Viu minhas lágrimas se misturarem 
com a chuva
Quando era espancada por mamãe 
quase por nada
Essa criança pedia que iluminasse 
sua mente
Lua, minha ilusão de criança 
que nunca foi abandonada
Até hoje meu triste coração bate por você
Quero sempre alcançá-la até os céus, 
mas não consigo
Mas todas as noites 
“subia em cima da minha casa”
Para tentar alcançá-la e pedir 
sua proteção
Você ouviu lua querida o meu pedido 
de salvação
Tenho alguém que me ama 
e cuida de mim
Foi o mais lindo presente seu
obrigada

terça-feira, 7 de abril de 2015

Eu sou...



Eu sou a chuva que lava seu corpo, trás vã pensamento e a deixo bela
Eu sou o sol que bronzeia sua pele, aquele atol que a beija suave
Eu sou a onda que bate no seu corpo, fazendo-a gargalhar
Eu sou a noite, depois da viagem, sinto a aragem e lhe da boa noite
Eu sou as flores que encantam sua casa e o seu jardim
Eu sou o verde que a deixa bela e a faz respirar meu oxigênio
Eu sou
A Natureza

 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O amor endoidecido.


 painting of a girl in a garden

O amor é um sentimento inexplicável, parece um inseto com asas pequeníssimas que voam em diversas direções e, num dado momento nos picam transformando em homens e mulheres  apaixonados.
Seu jeitinho de menina moça malicioso, toda dengosa com o seu olhar da cor da terra...
Meu coração acelerou e "pensei alto": é essa. O que falou Jorge?
- Quem é essa linda mulher? Eu me chamo Jorge, fui ao sítio do meu amigo Paulo, quando de repente vi uma linda mulher - fiquei pasmo tamanha beleza. O seu sorriso era embriagador, seu olhar  fisgou meu coração. Quem é ela? Ele sem jeito respondeu que era Meire, filha de um bom camponês que sabendo da beleza da sua filha, a guardava a sete chaves e, quando ele ia à colheita, ela saía para colher flores.
Minha mulher sente ciúmes dela, mas já lhe disse um milhão de vezes que no meu coração não existe espaço para outra mulher, pois ela o preencheu por completo.
- Que bom! Hoje mesmo vou pedir licença para namorar sua filha Meire. Foi o que aconteceu, claro levei meu amigo Paulo e sua mulher comigo.
Chegando em sua casa fomos bem recebidos e o pai da jovem perguntou o motivo da visita na sua simples casa. Aí eles se entreolharam e Jorge tremendo pediu a mão da filha em namoro. O pai perguntou a filha: é do seu gosto filha? Sim ela respondeu.
O namoro durou cinco meses, tempo suficiente para Jorge mobiliar a casa.
Jorge pegou o carro, foi buscar a família da noiva e ela, naturalmente, para conhecer o que seria um lindo ninho de amor. Eles ficaram boquiaberto com tanta beleza, Meire foi direto ao quintal e brilhou seus olhos as lindas flores.
O casamento foi marcado para dali a três meses, foram ao cartório tirarem os papeis, como diziam e conversar com o padre para os preparativos para o enlace.
No outro dia, foi de táxi ao sítio pegar os documentos do carro que lá esquecera; chegando no sítio Paulo e sua mulher tinham ido à cidade, nos desencontramos e não aguentando já de saudades da sua amada, foi até um lindo lago que ficava entre matos altos. O que ele viu? Sua amada e Paulo completamente nus se beijando e fazendo amor. Tirou muitas fotos. Voltou de táxi para a cidade com uma raiva danada.
N´outro dia Jorge sumiu da cidade, foi para bem longe, enviou as fotos para o pai de Meire e outras para a mulher de Paulo.
Paulo ficou sem sua mulher e seu doido amor foi expulsa de casa e foi morar na zona.

Notinha: fiz uma confusão com os nomes, me desculpem.