quinta-feira, 7 de maio de 2015

Era o meu bebê...




Era um bebê lindo
Que a todos encantava
Fazia feia birra caindo
No chão e chorava


Depois cresceu
Já para escola foi
Adorou e aprendeu
E conheceu Elói

Com Elói ia à escola
Brincavam na neve
Sonhavam a vida
E amor breve

O tempo passou rápido
O meu bebê se casando
O quê? é o amor
Com imenso ardor


E nós?
A dançar


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Um amor peculiar





Nesse velho caderno a vida escorrega
Minh'alma gêmea há tempos sucumbiu
Ainda na metade de sua vida desagrega
 Bem no meio foi que a rosa avermelhou

Tão linda, meiga e aveludada como a rosa
A sua pele sensual e perfumada, amarelou
Duro instante minha lágrima na flor goteja
Recordo nossos beijos, uma dor, voz calou


É noite e, na solidão da sala ao som do nada
Saio em duros prantos ao frio da pequena brisa
Mãos trêmulas, coração estremecido, já cansou

 Não tivemos nenhum filho, hoje a dar alegria
Ouço barulho, entra uma criança, me consolou
Ninguém tenho, ouvi um lamento, aqui estou
  


terça-feira, 5 de maio de 2015

O ódio- miniconto




O ódio é um veneno que se coloca num vidro sem fundo para disseminar no coração da maioria das pessoas, parecendo um relógio que pinga as horas, uma a uma vagarosamente.
O ódio quando impregna uma pessoa, ele tem pressa de encontrar uma presa para fazê-la engolir mágoas, vergonhas e mentiras bem manipuladas e ainda por cima carrega consigo uma leva com a suavidade de suas palavras para a crença das suas "verdades".
Quem odeia um dia bebe do seu próprio veneno, pois nunca teve pressa para amar e a vergonha nem queima seu rosto, pois seu coração rumina ódio. É uma doença contagiosa.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Poema ao amor!



 romantic kiss anime



Na vida nada é por acaso
O amor mui verdadeiro
Pode demorar anos
Mas ele vem com planos

Planos de amor eterno
Com loucuras e desejos
De paixões em desvarios
De lições sem lamentos

Na saúde é só festa
Na triste dor é aconchego
Amor a gente ganha
Na dor não pede arrego

Já velhos de vida a dois
Quem morrer não sofrerá
Quem ficar pra depois
Chorará e não esquecerá