sexta-feira, 22 de maio de 2015

Meu vício és tu


La Maison des Bijoux | ВКонтакте



Desculpa meu amor se ora te prendo
Tu és meu único vício desvairado
À noite chega e a quero muito bela
Pois irei beijar-te com muita loucura

Saciar teu hálito até te entorpecer
Deslizar meus lábios no teu corpo
Sugar da tua louca foz de paixão
Na cama sorver-te até amanhecer

Anjo, amanhã irei levar-te à bailar
Será uma noite muito inesquecível
No clube estaremos a sós à dançar

O som vem de uma ótima orquestra
Rolamos nossos corpos nus no salão
A orquestra parou para ver a dança


quinta-feira, 21 de maio de 2015

O vento sorriu

                                                                            
                                                                je suis charlie

Você
       perdeu
                a alegria                                                                                          
                            de viver                                                                                               
                                       quando
                                                 um tornado                                 
                                                                  levou-lhe


                                                                                                                          vento   
Sua família e seu pequeno barco, mas ficou com o cachorro.
O vento sorriu suas lágrimas de solidão, de dor e de saudade dos pais. 
Vivia num canto qualquer como um mendigo e dividia migalhas com seu cão.
Mas a esperança nunca deixou de lhe fazer morada em sua vida, sonhava muito. 
De repente um outro vento em sentido oposto trouxe-me aqui para lhe ajudar. 
                                                        

O seu rosto brilhava como estrelas mansas que pairavam no céu iluminado.
O vento que um dia sorriu seu infortúnio, hoje arrependido trouxe-me por aqui e vou lhe levar.
Agora sua vida irá mudar, perdoa o vento que sorriu só por sorrir.
Diga adeus ao seu cantinho, venha e não olhe para trás, a vida irá brilhar você.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    
E foi o que aconteceu...

Ofereço esse continho a todas
As crianças que perderam
Seus pais

           


quarta-feira, 20 de maio de 2015

O fugir da morte ( ficção )





silhouettes photography


Não adianta driblar morte, apesar do mundo ser muito grande e você muito rico, esteja onde você estiver lá ela estará espreitando o momento exato para levá-lo. Foi uma pessoa boa, não traiu ninguém, não magoou as pessoas com falsas palavras, teve um coração bom? Por que o medo? Sua morte vai ser tranquila tal como uma andorinha que se esvai em seu ninho.
Ah!...Mas se seu coração foi só para  manipular o ódio, o frio da brisa irá abrir sua consciência e como num filme irá assistir sentado no nada a sua vida desde a tenra idade até o hoje, não adiantará fugir, pois hoje chegou o seu grande dia: a sua morte.
O filme começa e desde criança queria ser melhor que as outras, beliscava e quando elas choravam e diziam que era você, fazia uma carinha de santo dizendo que elas mentiam. Cresceu no meio da maldade humana sempre dizendo não aos pedintes, nunca teve sorte com suas duas esposas. Era realmente muito mau.
Seus filhos eram espancados por você por pouca coisa, eles cresceram odiando você, você teve 3 filhos só com a segunda mulher que apesar do seu mal exemplo eram pessoas boas, mas você envenenou a segunda mulher, ela morreu e, ao invés deles ficarem no velório o tempo todo, despediram de sua mãe antes dela baixar sepultura e estão a sua procura para matá-lo e, pode esconder onde quiser que eu lhes enviarei mensagem em pensamento onde você está.
Então, começou a chorar e a morte dizia: não conseguirá com suas lágrimas, pois seu sangue irá esgotar na terra e eu vou sorrir. De repente, ele vê seus filhos chegarem e com um punhal segurado pelos três o degolaram e retalharam todo o seu corpo.
Eu sorri, mais uma alma eu consegui e disse a ele, vire para trás e veja o que você virou, pedaços de carnes que logo estarão apodrecendo e seus próprios vermes darão conta de comer toda a sua carne fedorenta.
Agora irei levá-lo para um lugar escuro, onde só ouvirá murmúrios de arrependimentos, ranger de dentes, para todo o infinito. Lá é o inferno.

terça-feira, 19 de maio de 2015

No pé da colina



espiritizarja.blogspot.com/



No pé da colina, moramos eu e minha velhinha, meu filho e minha nora. Cada um tem seu cantinho para cuidar do jeito que mais gostar. Morar aqui parece estar longe do céu; mas perto da noite acontece o maior espetáculo que Deus criou: o pôr do sol.
É lindo ver a claridade do dia sumindo com os raios do sol entre as frestas das árvores da colina, olhamos o seu descanso e à noite chega trazendo a maravilhosa lua, as estrelas coloridas batendo suas luminosidades na lua que é a eterna musa dos apaixonados.
Nós aqui dormimos cedo, pois o amanhã é trabalhoso. Acordamos antes do alvorecer e já no trabalho na nossa rocinha, o amanhecer chega sorrindo. A água do açude brilha, o calor emana todos os seres vivos: o chilrear dos pássaros, o coaxar dos sapos,o mugir do boi, o rosnar do gato, o mugir da vaca, o relinchar do cavalo, o cacarejar da galinha, o roncar dos porcos formando uma sinfonia que encanta nossos ouvidos.
No meio do trabalho, ouvimos o sussurro do vento trazendo um véu de neblina e olhando para o alto, as nuvens escuras estão cobrindo toda a nossa rocinha: é a chuva que cai brilhante com os raios do sol. Pegamos nossos embornais e ferramentas de trabalho e fomos nos esconder no nosso pequeno cômodo onde guardamos os milhos secos para a venda.
A chuva já estava ficando amena, então ali mesmo pegamos nossas marmitas para almoçar(era boia fria mesmo) e bebíamos água retiradas d'uma moringa de barro, cada um tinha sua caneca esmaltada. Depois do almoço, ainda caindo uma pequena chuva, adormecemos ali mesmo. Acordamos para voltar para casa, o chão estava em charcos e afundávamos com os pés e as botinas nas mãos.
Aqui começa a primavera. Minha nora cuida da sua casa e do seu jardim tão belo quanto ela e como presente da natureza pôde ouvir o desabrochar da primavera e o tinir das asas dos insetos. A tardezinha vinha a minha casa fazer o pão e colocar para assar no forno do fogão a lenha e preparar minestrone numa imensa panela para tomarmos com o pão.
Todos os dias à noite, sentávamos uns na soleira da porta e outros em pedaços de troncos feitos como banco e cantávamos ao som do violão que meu filho tocava e as crianças com suas caixinhas de fósforos à procura de pirilampos.