domingo, 10 de julho de 2016

Sua magia me enlouquece



magia


Tu entras na minha mente sombria
De repente me enlouquece com sua magia
Corpo antes sereno, agora quente e ardente
Puxo-a para amaciá-la com beijos

Mulher louca que me beija até sufocar
Agarro suas mãos, acaricio todo seu corpo
Você começa a tremer de desejos
 Nos entregamos a uma louca paixão

Pego-a no colo e a jogo num riacho
Caio n'água, abraço seu corpo molhado
Desencanto as nossas lindas vestes
Exaurimos de nadar nas águas límpidas

N'água eu possuo seu corpo, ora gelado
Mas subimos e num ímpeto você desmanchou
Juro, eu chorei de saudade da magia
Daquela linda mulher que se desintegrou

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Meus poemas




Meus poemas não têm rimas, métricas e ritmos
Tem amor, paixão, sensibilidade e mil beijos
Tem saudade, sensualidade e corpos alinhados
Tem vinho, cama, pétalas de rosas e feitiços

Meus poemas têm desejo, mão atrevida, mordida
Tem aperto, tem pulsar, magia, safadeza, abraço
Tem ritmo lento, beijo na boca, encanto e pecado
Tem apetite sexual, calor, sedução e sussurros

Meus poemas têm beijos molhados e saudades
Tem deslises, tem cheiro, amargor e muito suor
Tem segredos, verdades, mentiras e a coragem

Tem tesão, tem cama, alegrias de um sutil amor
Tem tantas coisas que até me perco nos detalhes
Depois? Tudo muda, vem o frio, a gente acorda

  

terça-feira, 5 de julho de 2016

Sonhos dentro do baú



Durante minha vida até aos vinte anos fui acumulando sonhos bons e ruins dentro do baú. Sempre era uma pessoa triste e isso afugentava os meus lindos pretendentes ricos.
Nunca deixei nenhum deles me dar um beijo, pois só o faria quando amasse de verdade. Mas isso não acontecia, parecia uma praga.
Certo dia cansada de esperar seu "príncipe encantado" fui passear na grande fazenda do meu pai. A fazenda era de café e na colônia da fazenda todos tinham suas casas com água encanada, muito bem cuidadas e um enorme quintal, o qual o dono e os filhos plantavam verduras, leguminosas e muitas frutas.
Papai era justo e bom com todos os seus empregados, nunca os mandava embora. Nesse dia passei pelo cafezal e vi um lindo jovem, musculoso, apanhando café. Parei a sua beleza, e prontamente perguntou-me se precisava de alguma coisa: sim, respondi - preciso de um amor, um homem trabalhador, bonito, carinhoso e cheio de vida e foi em direção do empregado e disse: um homem forte e que tenha o seu cheiro, ela o agarrou e deu-lhe um forte beijo na boca. Ele derreteu e no meio do cafezal a paixão foi mais forte.
Não deu outra, a linda jovem engravidou e falou para seu pai. Ele ficou enlouquecido com a chegada do neto.
Fizeram um casamento lindo, todos os empregados foram convidados e não era pra levar presentes e alguns amigos da cidade.
O padre foi à fazenda e disse: José, aceita Laura como sua legítima esposa: sim e o mesmo com Laura. Estavam tão felizes que na hora do beijo foi tão forte que os dois caíram, até o padre riu.
Foi morar com seu pai, pois era a única filha. Sua mãe havia morrido no parto.
O Seu baú foi esvaziado, imaginem que cada estrela era um filho que ela tinha. A casa ficou lotada de tantas crianças para a felicidade do pai de Laura.


sábado, 2 de julho de 2016

Meu eterno namorado



A lua com sono foi dormir
As estrelas apagaram suas luzes 
O Sol as acompanhou
Nós, sós, Numa linda penumbra

Os beijos foram inevitáveis
Nas borbulhas abraçou-me
E numa cama d'águas nos amamos
Já na areia dormimos

Acordamos felizes no alvorecer
O Sol sorriu nossa bela  nudez
Depressa nós nos cobrimos
 Amor é isso, inexiste lugar certo

Foi bom que n'outro dia vimos cometa
Que na sua rapidez, ele não nos viu
Permitiu-nos que nosso amor vingasse
 Casados, adoramos amar no mar