Poetizar
é ter a vivência de uma vida como um todo... Ser tal qual um passarinho que voa dentro do
ser humano para conhecer seus sentimentos. E é também conhecer muitos lugares
encharcados pela chuva que veio de repente para que o verde acorde viçoso. E eu,
como fico? Aprecio um córrego com peixinhos falantes e coloridos.
Ainda
é muito pouco preciso descer uma queda d'água para sentir o frescor da vida,
nadar até uma margem e lá encontrar uma linda floresta. Adentro, todos dormem e
de repente caio numa pedra e eles acordam. Volto apressadamente, saio como se
nada tivesse acontecido. Vejo o Sol querendo dormir, eu também cansado e com
fome me aconchego numa pequena caverna e adormeço. Não demorou tempo algum
sinto algo me tocar: era um grande macaco trazendo-me bananas e amêndoas para o
meu jantar. Agradeci. Ao sair disse-me: durma bem.
No
outro dia ainda tinha bananas e amêndoas para comer e mais adiante uma pequena
mina de águas cristalinas, bebi delas.
Já
satisfeito caminhando deparo-me com uma linda índia. Emudeci. Pegou-me pelas
mãos, caminhamos entre pedras e painas até chegar a sua aldeia.
Eu, sem saber o que fazer, em frente ao cacique que me diz: "moço casa com índia". Estremeci, nada podia fazer, quando de repente do céu aparecem várias aves de rapina me agarraram e me levaram dentro do meu quarto.
Eu, sem saber o que fazer, em frente ao cacique que me diz: "moço casa com índia". Estremeci, nada podia fazer, quando de repente do céu aparecem várias aves de rapina me agarraram e me levaram dentro do meu quarto.







