domingo, 19 de novembro de 2017

O retorno





Quando menina papai Noel não me ouviu, queria uma bicicleta e por ela eu chorava. Num Natal ganhei uma bicicleta quebrada do Papai Noel,  levei um tombo e raspei todo o rosto, chorei muito no meu quarto, pois a queria novinha e meu pai podia comprar.
Não a joguei no lixo, meu amigo a arrumou deixando-a novinha: meu sorriso voltou, dei-lhe um beijo na bochecha suja e sorridente pedalei pela pequena cidade.
Nunca esqueci aquele moleque, ele gostava de mim. Um dia crescemos e eu bela se apaixonou por mim, então conversando com ele do meu sonho de estudar e trabalhar na Capital.
Fugimos pra casa do tio João, que nos acolheu, eu fui dormir com as filhas e ele com os filhos, logo arrumamos trabalho e fui trabalhar e terminar meus estudos, queria ser dentista.
Não demorou muito tempos marcamos o casamento, alugamos um apartamento e entramos de cabeça no trabalho, ele era funileiro.
Mas no dia do casório meus pais vieram, nos benzeu e como presente pagou o apartamento a vista, ele era miserável, mas me amava demais.
Quando se ganha um grande carinho, não se joga no lixo...



Ode ao amor








Ó amor, é a maravilha do mundo
que da saudade e desejo do beijo
Amor que vem e me pega no colo 
Me abraça e diz  que sou o seu tudo
                                                
                             [ Ó felicidade que une um casal apaixonado]
                             [ Exalto o fascínio que temos a cada encontro]

Ó êxtase de poder beijar a sua boca
Aquecê-la num intermitente abraço
Saboreio de nossa paixão numa loucura
Que amolece os corpos e da muito sono

                            [ Ó embevecimento que nos deixa nesse amor]
                            [ Amacie sempre nossa alma no cume do calor]

Ó matrimônio que une dois corações
E nessa afeição que permeia as paixões
Tenho a sensação que o mundo é só nosso
E caminhando pela relva somos um só apego

       

sábado, 18 de novembro de 2017

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O caminho do amor




Já por muitos caminhos andei a tua procura, pelo asfalto, por terra batida, onde diziam que talvez fosse o homem que procuravas pelas características e, com o coração acelerado via os enganos, não eras tu que estavas ali na varanda entre as flores onde escrevias, daí vinha a triste desilusão, ele não era o meu amor de adolescente que já há muitos anos procuro, mas te achei num chalé.
Meu coração a cada dia ficava mais apertado, as pernas cansadas, já com meia idade, só queria ver-te e matar a saudade com um beijo ardente, sabendo antes que era solteiro, então perguntei: por que não se casou? Porque a mulher que amei a vida toda se casou, pois eu a esnobei. Sabia que se casava porque eu sumi da sua vida, e quando o arrependimento chegou, tu estavas linda de noiva, mas senti uma leve tristeza, pois sabia que era a mim que amava. Maldito orgulho.
São os desencontros da vida e hoje já com nossos sessenta anos ainda a amo como no primeiro dia, soube que tu se separaste e saiu a minha procura.
Já não aguentando mais a saudade facilitei o nosso encontro e numa pequena igreja nos casamos, voamos em Lua de Mel para a França, sabia que já lá estiveste quando muito jovem.
Voltando da Lua de Mel fomos morar no nosso chalé e peço aos anjos que vivamos muitos anos para cada três meses conhecermos um outro país.
Eu nunca te esqueci disse a ele e como resposta deu-me um beijo tão gostoso e disse: eu também.
Nunca é tarde para ser feliz.