sábado, 16 de abril de 2011

MULHER MAL AMADA



É quase que insuportável conviver com uma mulher mal amada
Principalmente quando ela consegue subir um degrau
Na vida. Que vida?
Uma vida sem sentimento alheio, prepotente, indelicada
Ela não sabe conversar, grita e se esconde atrás da sua
Solidão

Esse tipo de mulher envelhece rapidamente
Se nunca foi amada, torna-se invejosa
Inveja as mulheres que têm muita sorte no amor
A felicidade das outras a irrita profundamente

Trabalha quase que vinte e quatro horas por dia
Pensando que assim não ficará tão só
Que ilusão!
Ela não teve a leveza e sutileza de conquistar
Um homem que arrastasse um caminhão por ela

Mulher mal amada, eis alguns de seus defeitos
Que faz com que as pessoas não a respeite:
Abuso de poder, indelicadeza, mau humor
Prepotência, mentirosa, olhar autoritário
E muitos outros

Cuidado mulher mal amada quando se dirige a outra
Mulher que não tem mais nada a perder na vida
Você corre  um sério risco de se igualar a ela
Tornando-se uma mulher malquista e solitária
Pelo resto dos seus dias

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Nosso casebre de amor


Foi nesse casebre de amor que eu e Rosinha
Após o enlace matrimonial fomos morar
Ela era uma linda jovenzinha inexperiente da vida
E eu um garotão louco de paixão

Esse casebre ficava no sítio do meu pai
Que com sua infinita bondade nos cedeu
Para um início de vida que seria de muito amor
Grande dignidade e muito trabalho

Os anos iam passando e o que mais queríamos na vida
Não chegava: Seriam os filhos
Rosinha era estéril e poderíamos repartir nosso amor
Com belas crianças a correr pelo campo
A nos chamar de papai e mamãe

Sonhávamos um sonho lindo sem riquezas
Mas rodeados de amor e, o tempo passou...
Um dia, por um milagre, nos foi confiado
Um lindo bebê que havia perdido a mãe
Num parto muito complicado

Aquele lindo bebê é um "dotor"sim "sinhô"
Trabalhamos muito pra lhe dar um diploma
Hoje está bem casado e não se esqueceu
Dos seus velhos pais adotivos amados

Hoje somos bem velhinhos sem mais aquelas paixões
Melhoramos nosso casebre de amor
Somos hoje felizes do nosso jeito simples
Resmungando por qualquer coisinha
Essa foi uma vida bem vivida

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quantas saudades



Quantas saudades sinto dos bailes orquestrados
Final da década de sessenta era bem jovem
Não pensava em nada, só em dançar
Boleros, sambas e rock

Os bailes eram escassos mas valia a pena
Cada baile um vestido luzido e muita emoção
Os homens cheirosos de ternos e gravatas
Não parava nenhuma seleção

Num dado momento a orquestra parava
E começava a tocar uma linda valsa
Nós jovens não sabíamos dançá-la
E os mais velhos davam um show

Depois do show recomeçava com belas músicas
Que nos encantavam até às cinco horas
Depois do fim do baile vinha o sonho
Do próximo baile. Quando será?

domingo, 10 de abril de 2011

Vejo o seu rosto




Por todos os lados que viro o meu olhar
Vejo você
Quando acordo no meio da noite
Vejo você
Quando paro o carro no semáforo
Vejo você
Quando chego ao meu trabalho
Vejo você
Quando estou nadando debaixo d'água
Vejo você
Quando estou lendo um livro
Vejo você
Quando estou passeando no shopping
Vejo você
Quando vou beijar outra mulher
Vejo você
Quando viajo para outra cidade
Vejo você
Quando estou no meu computador
Vejo você
Quando estou dançando num baile
Vejo você
Quando estou dormindo
Vejo você
Afinal quem é você?
Que com esse rosto lindo
Me atormenta?
Talvez tenha lhe amado
Em outras vidas