segunda-feira, 13 de maio de 2013

A juventude




É a exploração da ousadia
Da beleza sutil e natural
Meiguice toma conta do olhar
Dos lindos sonhos de amor

A pele parece tecido de seda
Olhar profundo e confuso
Lábios ávidos de beijos
Cabelos longos ao natural

Tudo é maravilhoso nessa fase
A chuva é diamante que cai
Sol é o sorriso do desejo
Noite é bailado de paixões

Mas tempo passa depressa
A ousadia não tem mais a força
A meiguice se torna ousada
Sonhos? Já muitos realizados


Dorli Silva Ramos

domingo, 12 de maio de 2013

O Sol nasceu pra todos (reeditando)




O sol nasce para todos os seres vivos
Procure modificar seu jeito de ser
Pra poder deixar os raios solares
Explodirem seu coração de boas ações

Se você não pode ver o pôr do sol
Sentirá, se aquiete ele o verá
E pedirá a Deus a sua cura
Pois você merece ver o alvorecer

No alvorecer acordamos para vida
Trabalhos, estudos e correria
No pôr do sol é para os apaixonados
Aproveite bem os dois momentos

Não reclame o seu dia a dia
Muitos problemas, más notícias
Pois o Sol não tem férias como nós
Amanhece e anoitece sem reclamar


Dorli da Silva Ramos


sábado, 11 de maio de 2013

Mãe: sinto tua falta



Mãe, sei que estás feliz nos céus
Sinto tua falta em momentos de festa
Meus dias são intermináveis sem ti
Um vazio enorme toma conta de mim

Mãe, tu fostes minha filha também
Tuas pernas não moviam mais sua casa
Mas teu coração era de profunda gratidão
Tratei-a como um lindo bebê de colo

Tuas fortes dores refletiam o meu corpo
Eu me refugiava no meu quarto e chorava
Perguntava a Deus: Por que ela sofre?
Não ouvia nada e lágrimas jorravam de dor

 Tempo passou e tu permeias meu pensamento
Ainda ouço o barulho da cadeira pela casa
Mas, hoje tu não tens mais um corpo que dói
Tens a alegria de estares pertinho do Senhor


Dorli da Silva Ramos



sexta-feira, 10 de maio de 2013

A faxina da alma



Acordei disposta a fazer algo inusitado
Faxinar minha alma de todas as tristezas
Quero matar as lembranças das traições
Colocar portas no meu sofrido coração 

Só abrirei as portas aos poucos escolhidos
A faxina só será para as pessoas efêmeras
Elas seguirão suas vidas em vã desatinos
Com alma leve voarei num sonho destemido

Nesse sonho real não entrará a inveja, o ódio
O oportunismo, a raiva, a desilusão e o desamor
Haverá só os anjos bons da minha querência
Onde o amor e a concórdia darão um só nó

Quero, por fim, correr uma campina de outono
Lavar minha alma com os raios do sol irradiante
Sentir na pele a brisa da noite estrelada a sorrir
Destrancar meu coração para a lua amada entrar


Dorli Silva Ramos