terça-feira, 24 de março de 2015

Crônica: Pessoas mudas




Em qualquer esquina, nos becos, nas mansões, nas favelas; enfim, em todos os lugares se não houvesse os meios de transportes, as cidades ficariam mudas, as pessoas só fazem gestos: é a conversa tecnológica que assola o mundo atual. Não tenho celular, pois gosto de uma boa prosa e, muitas vezes cômica em entidades fazendo os pacientes rir da minha própria idiotice, mas faz tão bem...
Já se foram os tempos bons de outrora, das cadeiras na porta da rua, a conversa correndo a solta, os bolinhos de chuva e o suco de laranja feito no espremedor a mão.
Os meninos brincavam na rua sem asfalto, de chão batido, com bolinhas de gude, e nós meninas com bonequinhas de pano surradas pelo tempo.
As mulheres sentadas, depois de falarem mal alheio, contavam às crianças, causos que nos encantavam pelas suas criatividades, muitas delas analfabetas, mas de uma sensibilidade mil.
Naquele tempo a felicidade e o desprendimento fazia morada em nossas vidas e hoje dói a saudade d'um tempo que não volta mais.
A conversa que antes era natural, hoje só se ouve o barulho das buzinas e das balas num tiroteio que mete medo em qualquer cidadão que antes andava de madrugada pelas ruas e nada acontecia. Não escapa ninguém de um infortúnio e não adianta gradear as casas, pois os ladrões, escondidos, nos pegam quando acionamos o portão eletrônico.
Ainda falta muita tecnologia para a segurança. Só escapam hoje os "coronéis" que trafegam em carros blindados com motoristas e seguranças treinados
Essa é nossa vida solitária. Não se ouve mais nem o gorjeio dos pássaros. É triste demais...


segunda-feira, 23 de março de 2015

Meu eterno amor




Espero ansiosa
Meu amor que está por chegar.
O tempo passa
 Nada, a lua chora meu sofrer.
No meu desencanto
 De longe tento pegá-la.
Não há estrelas
A lua emudece a noite
Chove, chuva miúda
Mistura com as lágrimas
Que debulho
No meu colo ávido
De mil desejos sutis
Lua dorme
A noite vira um breu
Nesse instante
Alguém me agarra e me beija
Sabia que viria
Meu eterno amor

domingo, 22 de março de 2015

Não me esqueças




Meu amor
Quando estiveres longe de mim
Por esse céu sem fim
Nunca esqueças
Que tens em casa a tua espera
Uma mulher 
Que te ama
"Cuidado meu bem"


sábado, 21 de março de 2015

Água nossa de cada dia ( 22/03)



A água na Terra nunca irá se acabar, mas poderá se transformar de uma tal forma que daqui a quase um século ela poderá ser inútil para os seres viventes e as plantas. Vejamos:
Atualmente o povo está brincando com a água e o seu desperdício ameaça as reservas d'água e se os órgãos competentes não tomarem sérias providências irá faltar água em muitas metrópoles.
Na minha modéstia opinião todo o município deveria ter um departamento de água  e esgoto isolado da prefeitura, pois assim a água seria cobrada como a energia e o telefone e, com certeza todos pagariam a água que não seria barata como é, economizariam e se não pagasse na terceira conta com avisos de corte a água seria cortada.
Tenho absoluta certeza que todos iriam pagá-las e daria para fazer mais reservatórios para o município e seus funcionários seriam concursados, mas poderiam ser demitidos por incompetência. Daí o medo da demissão todos trabalhariam pra valer. Falo isso porque trabalhei num departamento de água e esgoto e todos trabalhavam bem e era muito difícil algum funcionário ser mandado embora.
A água na Terra é subdividida em 97% salgada, 2% gelo e 1% de água doce e com as queimadas em série, a terra ficará pobre e as mananciais irão secar em algumas regiões, onde a seca fará morada trazendo prejuízos para a municipalidade. Falo, mesmo porque minha cidade é rodeada de canaviais.
Com as mudanças bruscas das temperaturas as geleiras que são de água doce irão derreter, se misturarão com as águas dos oceanos que são salgadas e os mesmos com tantas águas irão acabar com as lindas cidades praianas e mais para frente, se persistir o descaso, as ondas virão mais fortes e suas águas irão se misturar com as águas dos rios. Agora pergunto quem sobreviverá bebendo água salgada?
Os ricos viverão por algum tempo com as máquinas dessalinizadoras e nós da classe média e os pobres, morreremos todos. 
Em alguns lugares estão usando essas águas. Agora pergunto: Quem poderá pagar uma garrafinha dessa água a 4 reais cada? Eu não poderia pois tomo de 5 a 6 delas por dia.
Mesmo com a invenção das máquinas dessalinizadoras caseiras, onde as pessoas irão buscar água?
As máquinas de dessalinização( que são caríssimas) dariam conta de retirar todo o sal da água do planeta? De onde viria a chuva com a seca global? Meus Deus, que todos tenhamos consciências.