quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Minha beleza morrerá


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Não sou como a água que nunca envelhece, sei que meu suor hoje desliza rapidamente no meu rosto; mas bem mais tarde, como se fosse gotículas de orvalho, meu suor fará poças entre as rugas, onde com as mãos trêmulas as enxugarei com um lenço.
Por que muitos nascem tão perfeitos que causam inveja a si próprios e outros feios ou com anomalias de dar dó, uns com inteligência, outros desprovidos dela? Não adianta me questionar, jamais terei uma resposta.
Trabalhamos tanto, outras belas casam-se com milionários, porque infelizmente o dinheiro compra quase tudo, menos a dignidade de uma pessoa de bem; exacerbar em cosméticos e plásticas é deixar a pele com o passar do tempo mais flácida. Você muda sua personalidade, fica parecendo uma boneca de louça e não da para esticar toda a pele do corpo.
Cada um nasce com um adjetivo diferente, eu não gosto da minha beleza, quero andar de chinelos de dedo e curtir uma dança funk com colegas simples e não as engomadinhas que nada pode.
A beleza, no meu caso, me incomoda. Queria estudar numa Escola Pública, conversar com colegas de favelas, conhecer a vida delas. Isso me foi negado, tenho que ser dondoca da mamãe.
Qualquer dia estouro...


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Está lindinho

quarta-feira, 29 de julho de 2015

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Lua Singular

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cozinhando letras




Cozinhei as letras do alfabeto, elas voaram reluzentes para o forro, puxei o recipiente, elas desceram na mesa e comecei a fazer uma poesia de amor para entregar ao meu marido que faria aniversário no dia seguinte.
Aproveitei a noite, pois era esse seu horário de trabalho, pois logo na manhã de brisa chegaria cansado.
Comecei a juntar as letrinhas na mesa e colá-las num cartão, elas escorregavam da minha mente com certa rapidez e nem percebi a lua descer no horizonte, o sono pesava minhas pálpebras, ele me venceu, não ocultei minha ansiedade de amor.
O raiar do dia clareou meu quarto, pulei da cama, logo ele chegaria e a poesia estava incompleta e as outras letras apavoradas pulavam na mesa querendo entrar na poesia, elas mesmo terminaram a terceira estrofe e nem as ralhei.
Nisso meu amor entrou na sala, tranquei o quarto e as letras apavoradas disseram: vá encontrar o seu amor, tomar banho que terminaremos a poesia. Isso foi feito. As letrinhas apressadas se juntaram, escreveram no último verso da última estrofe: Parabéns amor, pelo aniversário.

domingo, 19 de julho de 2015

Meu anjo-Crônica





Tu foste o anjo que chegaste na minha vida solitária, vieste empolgado pela minha beleza e insistência minha. Pensaste que eu era uma mulher qualquer e tu te enganaste e hoje somos um para o outro como o ar que respiramos.
Éramos bonitos de dar inveja a todos na cidade, somos duas pessoas de boas índoles e um lindo amor diferente. Até o casamento, foram nove meses de preparativos, amor e ciúmes dele, pois esse sentimento nunca me foi de costume.
Chegou o dia do grande enlace, convidados eram poucos, mas à frente da igreja os bancos estavam lotados, a igreja abarrotada de convidados ou não e a surpresa que ninguém foi convidado para padrinho. A hora que a porta se abriu a marcha nupcial começou eu de mãos dadas com meu filho de nove anos, em marcha lenta chegamos ao altar, eu o beijei ele foi com os outros padrinhos e meu amor pegou minha mão beijou-a e subimos o altar, foi uma surpresa para todos que meu pai não me levasse ao altar, mas como ele já havia feito uma outra vez, quis dar chance a meu querido filho.
Foi lindo na igreja e no jantar para os padrinhos e parentes, minha prima veio da capital, ficou com meu filho para nós viajarmos por cinco dias em núpcias.
Chegamos, abracei e beijei meu filho e pais, fomos para a nossa casa e até hoje somos felizes apesar dos percalços da vida. 




Conheçam meu novo
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