terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Perdão




Entrei numa escola
Para aprender a perdoar
Todo ano era reprovada
Por ter sido uma criança sofrida
Continuei na mesma escola
Fui reprovada outra vez
Por que? Não suporto malvadeza
Retornei à escola outro ano
Fui reprovada outra vez
Por apanhar e ser xingada muito
Doía a carne e a alma e nada fazia
Resolvi mudar de escola numa longe cidade 
  Fui outra vez na escola do perdão
Fui reprovada novamente. Por que?
Não suporto traição, dói a alma
Resolvi dar um basta
Pois eu nunca precisei dessa escola
Aprendi a perdoar sozinha
Ganhei o meu "diploma" por saber
Dar o perdão
Mais perdoar não é esquecer

Perdi a inspiração




Perdi minha inspiração
A preguiça entrou no meu corpo
Quero dormir o dia todo
Não é possível esse vazio
Quem esvaziou a minha mente?
O Sol, a Lua ou as ondas do mar?
A noite não vou ver mais as estrelas
A chuva ouço no telhado batendo
Antes as gostas que caíam no vidro
Era uma poesia que nascia na imaginação
Meu amor largou de mim, cansou de esperar
Meus beijos não tinham mais sabor/ calor
Vou embora menina, tô cansada dessa frieza
Fingi que não ouvi, virei na cama e sonhei
Estava andando numa estrada vazia como eu
Olhei para trás não via mais o fim dela, gelei
Quis voltar, meus pés grudaram no chão, chorei
Ninguém me ouvia estava só sem saber de nada
Perdi meu chão, quando ia gritar, chorar e rolar
Todas as laterais da estrada foram tomadas de flores
Comecei a correr, as flores corriam comigo, cheguei
Abri a porta corri para o quarto, abri o computador...
E saiu essa poesia. Quem perdeu a inspiração???

 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Autoestima




Quando o Sol está por dormir corro ao melhor ângulo onde moro para dar boa noite a ele. Tenho como companhia uma linda ave que voava de um lado para o outro. Eu sento com as pernas cruzadas, braços esticados para pegar todas as boas energia do Sol.
O Sol dorme, eu tento voltar para casa, está um breu, de repente sinto alguém me abraçar, conheço seu cheiro, é meu amor. Caminhamos no sítio afora e, de repente começou a chover, ele me abraçou, não aguentamos e ali mesmo nos amamos.
Não longe dali havia uma pequena cachoeira e lá fomos nos banhar e perto dela dormimos numa grama fresquinha.
Na minha casa todos apavorados com minha ausência e muitos com lampiões nos encontraram dormindo abraçadinhos.
O nascer do sol nos acordou, apavorados, saímos correndo e as duas famílias já estavam em casa; gostoso passar a noite na cachoeira. Hein? Minha mãe mandou-me tomar banho, enquanto isso meu namorado foi fazer o mesmo.
Nosso gostoso castigo: em um mês já estávamos casados. Tínhamos nossa casinha, eu costuro pra fora e ele era meeiro com papai.
Depois de nove meses nasce Manoela, paparicada por todos.

Fiz outra postagem, pois perdi 11 comentários, deu problema, como sempre e nem sem quem comentou. Obrigada. Dorli


domingo, 18 de setembro de 2016

Renúncia



Estou caminhando essa estrada ao encontro do nada, renunciei a mim mesma. Um vazio invade minha mente. A fé sumiu, pois um furacão há meses assolou nossa vila levando toda a minha família. Tinha ido à cidade com minha carrocinha e as bestas comprar alimentos de sobrevivência. Nesse intermeio, houve um grande furacão num lugar lindo onde morávamos em cinco famílias. Todos morreram. 
Estou nessa estrada fugindo da desgraça que me levou tudo, só me deixou uma solidão acompanhada com um nada. Virei um mendigo à procura do vazio.
No meio da estrada encontrei meu compadre com uma carrocinha: Suba compadre, você não merece viver na mendicância. Sua família lá no céu não iria gostar. Venha morar na minha rocinha, lá encontrará uma casinha, terá trabalho e o que comer e não quero vê-lo maltrapilho, em casa tenho umas roupas se lhe servir, serão suas.
No outro dia, ninguém conhecia Miguel: barba feita, bem vestido, era domingo dia de missa na capela). Todos foram, era proibido falar do desastre.
Miguel estava ajoelhado e uma linda cabocla deu-lhe um lindo olhar, seu coração estremeceu, a vida estava recomeçando para ele.
Era domingo, a noite faziam um bailinho na roca, Miguel e a cabocla Jandira meio que sem jeito começaram a dançar, seus corações batiam tão fortes que parecia que iriam sair pela boca. Eles estavam se gostando. Que bom!
Uns meses passaram e foi feito o casamento de Miguel e Jandira- estavam tão lindos ao entrarem na igrejinha...
Cada um ajudou e fizeram uma festinha pro casal apaixonado. A dança varou  pela noite inteira.
Do amor dos dois nasceram cinco crianças sapecas e inteligentes.
Não se deve renunciar à vida, Deus manda um anjo para refazer a nossa vida.