sábado, 13 de agosto de 2011

Santo do lugar não faz milagre!!!!!

Hoje, véspera dos dias dos pais, estou deveras emocionada de saudades de meu querido pai Martim e, ao mesmo tempo muito revoltada com a insensibilidade de algumas pessoas daqui da minha querida cidade de Santa Cruz das Palmeiras.
Meu pai trabalhou a vida inteira aqui e, só na Prefeitura Municipal 47 anos, na maioria dos anos limpando a sujeira da cidade: era lixeiro, profissão que me orgulho demais; pois era um homem honesto, trabalhador assíduo , religioso e caridoso. Nunca prometia nada à ninguém, como os intelectuais políticos do mundo, ele simplesmente FAZIA.
Não me deixou muita riqueza, mas o suficiente para que eu pudesse sobreviver com tranquilidade e, a maior riqueza que me alegou foi a HONESTIDADE, e o senso crítico é peculariedade MINHA.
Quando ele morreu, eu lhe fiz um enterro dígno e, ninguém, mas ninguém nessa cidade levou-lhe uma sequer flor, apenas um amigo seu, Paulo Rosalem, na hora em que meu pai baixava sepultura, fez-lhe uma emocionante homenagem, falando à todos que estavam no velório, maravilhas do meu pai. Muito obrigada Paulinho, que Deus lhe dê muita saúde e a todos os seus descendentes, pois o resto você já conquistou pela sua inteligência e capacidade.
Aqui na minha cidade circulam três jornais: eu mandei um e-mail para dois deles colocarem a poesia que fiz para meu pai, que está no blog: lua singular: Meu pai, meu amigo, minha saudade e, nenhum dos dois tiveram a delicadeza de colocá-la no jornal, mas mesmo assim, eu agradeço aos dois jornais por terem esquecido muito rapidamente de um homem que foi um exemplo de vida para mim e toda a cidade.
Ontem fez um mês que coloquei a poesia no ar e, agradeço as 1200 vizualizações de todos os brasileiros e alguns países estrangeiros que sensibilizaram com o verdadeiro amor de filha. São exatamente 8h 43'.
Portanto meus leitores, pergunto a todos: precisamos ser "intelectuais" ou bandidos para não sermos esquecidos?

DESCULPEM MEU DESABAFO
LUA SINGULAR


MORTE É PARA TODOS

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Para todos os pais que perderam seus filhos



Que Deus encha de muita coragem, resignação e fé
 Todos os pais do mundo que perderam seus filhos
Nesse Mundo que é uma curta passagem definida
Hoje um pai chora, amanhã outro se desespera

Se pudéssemos mudar o curso das nossas vidas
Jamais pais sofreriam a enterrar seus filhos amados
Quando a aflição bater em seus corações dilacerados
Lembrem-se do sofrimento dos pais de Jesus Cristo

Têm pais que também sofrem ao verem seus filhos
Perdidos no crime, nas drogas e, nada podem fazer
Esses sim, sofrem muito mais que os outros pais
Pois, já perdem seus filhos antes da morte chegar

E ela não tardará a chegar para outro sofrimento
Que os pais têm que enfrentar com consciência
E sofrerão a saudade do que antes já estava morto
Morto pela vida errante nesse miserável mundo



A TODOS OS PAIS QUE JÁ PERDERAM SEUS FILHOS: MUITA FÉ, POIS UM DIA TODO SOFRIMENTO DA TERRA ACABARÁ E IREMOS NOS REENCONTRAR

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pai Martim: domingo é, e será sempre o SEU DIA


Pai Martim: domingo será um dia triste para mim
 É, e será sempre o seu dia! Seu presente... apenas
Meu coração partido de saudades e a esperança
Que esteja noutro plano cuidando das belas rosas

Formando muitas roseiras de lindas rosas vermelhas
Que eram a sua grande paixão, cuidava com amor
Pai: as suas belas roseiras tal como você: morreram
Sentiram muito a sua falta, o seu carinho e apego

Pai: não gosto nem de olhar mais as suas fotos
Elas estão bem guardadas no meu baú da saudade
Dói revê-las e  para mim é um grande sofrimento
 Minhas lágrimas jorram à molhá-las, à estragá-las

Hoje eu tenho um simples recadinho para os filhos:
Amem e respeitem seus pais, pois eles não morrem
Estão sempre a ajudar e nos vigiar d'um outro plano
Não sofrem mais, pois estão purificados e, nós não.

PAIS CUIDEM DE BEM DE SEUS FILHOS PARA NÃO SEREM ESQUECIDOS
À VOCÊ MEU PAI, TODA A MINHA GRATIDÃO
MEU PRESENTINHO PRA VOCÊ




quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não deixe a depressão matá-los


Muitas pessoas maduras e jovens da década de sessenta eram muito mais felizes do que as de hoje. Na metade dos anos sessenta eu era uma jovem até um pouco atrevida e audaciosa para a minha época. Namorava muitos rapazes, às vezes três de uma única vez, gostava de brincar de esconde- esconde com os rapazes, nada era sério, mas sentia-me feliz das audaciosas brincadeiras com os namoricos. Tinha uma amiga que ficava de olho quando por acaso aparecesse dois de uma só vez. Tirava os saltos altos e corria pelas ruas da minha pequena cidade para esconder-me em minha casa. Não falava nada e, ia dormir. Que dormir, achava graça do vaivém dos namoricos.
Era muito feliz, meu compromisso era só estudar e paquerar os jovens mais bonitos da cidade e das cidades circunvizinhas. Os bailes então... já tinha meus parceiros para dançar que vinham das cidades vizinhas e lá ia eu rodopiando, aliás com minha mãe por perto, até quase ao amanhecer. Enquanto dançava jogava olhares maliciosos para os lindos jovens da orquestra e assim fui vivendo até encontrar meu verdadeiro amor.
Andava de lambreta, de gordine e almoçava com ele nos restaurantes da cidade vizinha o dia que tinha estágio da escola.
Na escola era muito feliz, os rapazes traziam da cantina da escola delícias para eu comer e a cada um colocava um apelido: porquinho, risadinha e muitos outros. Até os professores eu conseguia, naquele tempo, driblar e matar algumas aulas para namorar.
O uniforme era saia plissada, um dedo abaixo do joelho, camiseta branca, um sapato que achava horrível (preto) e meias brancas soquetes. Ninguém falava em drogas e muito menos em depressão. A vida era calma e saudável e eu soube aproveitar bem esse tempo.
Não perdia nenhum baile, gostava de dançar de tudo e sorria, sorria muito para a vida...Não tinha tudo que queria, pois meus pais estavam fazendo o meu pezinho de meia, mas eu me virava com alguns trabalhos manuais que os vendia à vista.
Hoje, a ambição tomou conta de quase toda a humanidade, dinheiro, status e muitas dívidas para comprarem carros do ano, roupas de grife, muitos cartões de créditos estourados. É lógico, com toda essa ambição é um convite para a depressão.
O namoro virou ficar, não se faz mais a diferença. Tudo é normal, crianças nascendo fora de hora, mães desesperadas à cuidar desses filhos que não foram feitos com amor e sim de uma simples transa inconsequente. Aí, a vida ficou sem graça e os jovens dizem que não têm sorte.
Meus leitores, a vida somos nós que a traçamos. Vivamos com dignidade e amemos as pessoas, as crianças e o mais importante vamos sorrir muito e procurermos amizades alegres, pois hoje a população mundial aumentou assustadoramente e, está ficando um pouco difícil viver. Mas temos que lutar e vencer e não deixarmos essa maldita depressão impregnar os nossos viveres. Não tenhamos pressa de morrer, a vida ainda é bela para quem tem a cabeça no lugar e um sentimento gostoso de poder conversar com as flores e com os animais.



QUEM PLANTA AMOR E DIGNIDADE COLHE FELICIDADE
QUEM PLANTA AMBIÇÃO COLHE SOLIDÃO E DEPRESSÃO