Da janela do meu quarto
vejo meu jardim de rosas vermelhas, ao olhá-las meu coração sangra de saudades
do meu amor. Moro só, pois a traiçoeira morte tirou-o de mim no auge da sua
mocidade e a lembrança que tenho quando vou deitar-me é você pálido na cama. Sinto
falta dos seus beijos e paixões e, de repente tudo ficou só nas lembranças
eternas.
Sinto
saudades suas, vivo por viver. O vazio da nossa casa me congela, eu não consigo
viver sem você, mas não descuido do nosso lindo jardim, converso com as rosas
vermelhas e elas me confortam.
Fecho a
porta, as cortinas balançam e a brisa que entra tem o seu aroma, sinto você
perto de mim e, assustada começo a chorar. Ouço sua voz, será que enlouqueci? A
mesma voz macia que tinha, senti sua mão gelada querendo me levar de casa.
Gritei.
No outro
dia, ao acordar vi um bilhete em cima do travesseiro que era seu e nele
escrito: logo virei buscá-la, lá não tem saudade, dor e sim rosas vermelhas.
No outro
dia o céu estava cheio de estrelas, ele pegou em minhas mãos e me disse: nesse
lugar onde iremos nosso amor se perpetuará para sempre. Saímos voando.
No outro
dia acordei com os gritos de Isabela, a faxineira.
Que pena!








