terça-feira, 7 de agosto de 2012

A lenda do Uirapuru


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O uirapuru, que significa pássaro ornado, é também chamado de maravilha das matas.Quando ele canta, todos os pássaros da mata acodem para ouvir.
É um pássaro de cor escura, com uma mancha em forma de estrela nas costas. Ele tem o tamanho de um pardal e, quando fecha as asas, fica de uma cor cinza.
Quando ele voa, o bando acompanha, atraído pelo trinado alegre, então pousam nas árvores próximas onde está o uirapuru, a fim de ouvirem o canto melodioso dele, todos os demais passarinhos.
O uirapuru leva sorte e felicidade a quem o protege e ouve sua voz maviosa, por isso, os homens procuram saber onde ele vai cantar e ali esperam.
Certas famílias procuram atrair o uirapuru para perto de suas casas, a fim de ter a felicidade consigo.
Ele procura cantar na floresta, como se fosse uma caixa de música., são sons claros como de um instrumento musical. Ele faz intervalos de total silêncio..
Logo a seguir, recomeça com um trinado diferente, que volta a repetir por mais de vinte vezes, a música é simples, mas tem um encanto mágico quando ouvida no silêncio da mata.
É crença de que o canto do uirapuru traz felicidade além de, por si só, alegrar a quem o escuta na mata.
A beleza dessa melodia que a mata nós da através de um passarinho, leva os homens a amarem a natureza.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Folclore - Lenda do Quero-Quero


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Séculos atrás, o rio Grande do Sul era habitado por tribos de índios que se deslocavam de um lugar para o outro.Quando escasseavam os alimentos onde estavam. eles empreendiam longas jornadas.
Levavam tudo o que possuíam: homens, mulheres, crianças, carregando nos braços os pertences. Por isso, andavam devagar.
Eram obrigados, por causa disso, a dormir debaixo apenas das estrelas, que iluminavam o firmamento.
Cansados da jornada que faziam durante o dia, eles entravam em sono profundo, logo ao anoitecer .Ficavam expostos a animais selvagens, como o leão baio.
Esse animal se aproximava furtivamente, surpreendendo os viajantes que dormiam. A única proteção que eles tinham era uma ave que voa à noite toda em casais.
Essa é uma ave que tem um penacho na cabeça e produz um grito estridente que diz quero-quero. Ao voarem durante à noite, sempre que viam um animal qualquer, produziam o seu grito no trajeto do furtivo caçador.
Esse grito ecoava pela solidão das coxilhas(colinas) e chegavam ao acampamento, dessa forma, os índios acordavam e procuravam proteger-se afugentando todo animal feroz.
Os índios passaram a ser amigos desse pássaro porque ele guardava a noite deles.Pediram aos pajés que  protegessem a essa ave, para que ela nunca fosse perseguida e morta.
Então, os pajés de todas as tribos reuniram-se e rezaram a Tupã. E até hoje o quero-quero é a sentinela das coxilhas do Rio Grande do Sul.

Aviso: deu pane no criar postagens

DEU PANE AO CRIAR POSTAGENS OBRIGADA LUA SINGULAR ALGUÉM SABE O POR QUÊ?

domingo, 5 de agosto de 2012

Folclore - Lenda do Familiá



A lenda do familiá, ninguém sabe, alguns dizem que veio do exterior, chegando ao nordeste do Brasil e foi alastrada, outros dizem que chegou a Minas Gerais.Minha mãe, que era mineira contava-me sempre essa lenda  quando eu a desobedecia que me assustava muito quando era criança peralta. Vou tentar lembrar da lenda.

Há muitos anos, chegou em uma cidade de Minas Gerais um homem estranho e muito rico. Instalou-se numa pousada onde havia uma jogatina a noite inteira, o dono do bar não vencia vender bebidas para os fregueses,então, esse estranho homem começou contar uma lenda:
Vocês já ouviram falar de familiá?Todos responderam que não, então esse homem começou a narrar a lenda:
Familiá é um diabinho que sempre está atormentando as pessoas oferecendo fortunas em troca da sua alma quando elas morrerem.Sabem? Quem quiser fazer um pacto com esse diabinho fica milionário o resto dos seus dias, podendo comprar o que quiser, só que é um pouco difícil.
Para conseguir um familiá, a pessoa tem que encontrar um ovo de galo, que é bem pequenino, encontrando-o, leve-o para casa e quando a quaresma chegar, na  primeira sexta-feira, vá até uma encruzilhada, coloque o ovo debaixo do braço esquerdo, volta para casa e fica deitado durante quarenta dias. A febre que irá sentir, chocará o ovo e no final da quaresma nasce um diabinho de nome Familiá que deverá ser colocado dentro de uma garrafa, guardado em segredo. Quando quiser alguma coisa, solte-o, colocando-o sobre a mão, fazendo seu pedido. Depois guarda-o, arrolhando bem a garrafa. Pronto, seu pedido será atendido rapidamente.
Quando chegar o dia da sua morte, ele virá buscá-lo para fervilhar no inferno, devido a sua ganância.
Existem amuletos, ou melhor, o diabinho que muitas pessoas compram para darem sorte. Será que é sorte ter um amuleto de Familiá, o diabinho da garrafa?

Folclore: O canto do sabiá


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Havia um sabiá que cantava todos os dias ao nascer do sol. Ele saía do ninho no alto da árvore, voava ao redor da copa, depois vinha saudar o dia com o canto.
Perto dali, morava uma menina chamada Bruna que gostava do canto e ficava esperando cada manhã..
Ela só deixava a cama após ouvir o canto do sabiá.
Certo dia, o passarinho não cantou e a menina ficou triste. Ela levantou tarde, embora esperasse, não ouviu o canto: Mais tarde, foi para baixo da árvore procurar o sabiá que não apareceu.
Ela então gritou:
- Sabiá, onde estás?
E nada de reposta.
Daí ela escreveu numa folha seca pedindo ao sabiá que voltasse a cantar e deu ao vento para levar.O vento passou pelos cabelos da menina e levou o bilhete três dias e três noites.
Por fim, o vento encontrou o pássaro e entregou o bilhete.
O pássaro disse:
- Vento, eu fui embora porque tu arrancaste meu ninho dos galhos da árvore. O vento logo soprou para o outro lado e trouxe o ninho de volta.
Logo o sabiá voou até a árvore onde o vento colocara o ninho.
Na manhã seguinte, Bruna acordou com o canto do sabiá.
Lendas e Folclore - EDELBRA

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sábado, 4 de agosto de 2012

Sublime amor


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É aquele que não tem fronteira
Infinito na sua morte certeira
Nasceu casual, permanece ativo
Carrega paixão, é feroz, obsessivo

Uma chama que queima o corpo
Depois da paixão sorriso maroto
É lindo encanto, ó magia de amor

O desespero toma conta, fico cego
Medo que outro roube seus beijos
Embriago e deleito em meus sonhos
Vivo um viver dias o seu aconchego

Um sublime amor é forte e não morre
Se o vulcão não soltar mais suas lavas
Sobra o carinho da paixão que abrasavas

Folclore -Lenda da Gralha Azul


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Certa vez, há muitos anos, houve uma terrível seca. As lagoas e rios não tinham mais água e, por isso, o gado cada dia ficava mais magro.
Então, um fazendeiro que se preocupava com a sua criação, saiu a percorrer os riachos em busca de água para matar a sede dos animais.
Como era um homem prevenido, levou consigo uma espingarda para defender os bezerrinhos do perigoso graxaim.( cachorro do mato)
Muito entristecido com com os prejuízos causados pela estiagem, o dono das terras retornava para casa quando avistou um bando de aves que pousaram perto da mata.
Aproximou-se cautelosamente e desceu do cavalo, deixando-o um pouco distante da mata.
Não resistindo a curiosidade e a fim de afugentar a tristeza que dele tomava conta, dirigiu-se apressadamente ao local onde haviam passado os pássaros.
Logo adiante, o homem deteve-se à sombra de um pinheiro e, assim, pode contemplar as pequenas aves que ali estavam.
Percebeu logo que se tratava de gralhas azuis, aves aliás nativas daquela região. Notou também que elas revolviam o solo com o bico.
Num ato impensado, ele fez pontaria e puxou o gatilho da espingarda. No entanto a arma explodiu e sobre ele caíram resíduos de pólvora e chumbo. Tentou caminhar, mas uma forte tontura o fez cair.
O desastrado caçador ali ficou, desacordado por algumas horas. Só despertou quando o sol se escondia atrás da mata.
Ao acordar, como de um pesadelo, ainda pensou atirar; porém. um alvo luminoso veio até ele na forma de duas asas brilhantes e um peito sangrando.
Ao ver diante de si uma gralha azul, ele deixou cair a arma, enquanto a ave dizia:
- Assassino!
Ele permaneceu mudo, e a ave prosseguiu:
- Eu, humilde avezinha, faço elevar-se toda esta floresta. - Com meu trabalho, multiplico as árvores que um dia vão te servir. - Agora, venha comigo.
Alguns metros dali, a gralha mostro-lhe uma pequena cova com um pinhão dentro, a ponta mais fina para cima.
- Este é meu mister - disse ela.
E desapareceu ante o surpreso caçador.
Daquele dia em diante, o fazendeiro passou a plantar pinheiros em toda a extensão de suas terras. E repetia para si mesmo:
- Quero valer mais mais do que um homem. - Quero valer uma gralha azul.
Lendas e Folclore - EDELBRA