terça-feira, 28 de maio de 2013

Lavagem cerebral...


                                                                             
Essa noite, ao dormir, quero fazer uma lavagem cerebral, esquecer de tudo e de todos que um dia passaram por mim, me amaram, me odiaram e me fizeram sofrer. Amanhã de manhã vou ser uma onda, portanto não terei sentimento ruim, nem nome, residência, vou morar em todos os cérebros que um dia tiveram contacto com o meu, podendo fazer só boas coisas a todos que de mim não tiverem medo. Medo de que? Uma onda? Ela é desprovida de sentimentos ruins, ela irá povoar seus neurônios todas às vezes que eu for solicitado para fazer o bem, se pedir o mal, farei no pedinte uma forte lavagem cerebral, irá virar uma criança que terá que se virar sozinha e aprender a ser boa. Quando o dever for cumprido, devolvo-lhe seus neurônios limpos e voltará para seu lugar.
Todas as noites sem prenúncio de chuva, ondas coloridas e cintilantes irão passar por todas as cidades do mundo: feche os olhos, se tiver medo, mas se não tiver peça algo inusitado que seja do bem, o seu pedido só será aceito se tiveres no coração um único adjetivo: o perdão, se desprovido dele, perde seu tempo, pois o perdão é só o que quero para fazer desse mundo, um outro onde pessoas irão se amar para sempre e nada faltará a ninguém.
Convenhamos que a matemática é exata, mas milhões de pessoas a usam para tentar driblar a outrem, mas a mim ninguém conseguirá, pois sou uma onda onde tudo sabe e pode tanto destruir o que for imundície, sobrando o amor e a alegria de viver.
Quando as mentes da maioria dos humanos quiserem que seus irmãos sejam como eles, então, o mundo será outro: não haverá disputa, inveja e só a compreensão e o amor sobreviverá em seus corações.


       Dorli Silva Ramos

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Meu país ( reedição )



O Brasil é por natureza lindo em algumas regiões. Ele ocupa a 6ª maior economia mundial, mesmo sabendo que é um dos países que possui mais água doce do mundo, a sua distribuição não é uma boa equação.
No Nordeste, há a seca que judia, mata o gado, as plantações e as ilusões dos pobres sertanejos e, não tendo outra alternativa, migram com suas famílias rumo a outros Estados, sendo o mais procurado o Estado de São Paulo.
Chegando na capital do Estado ficam maravilhados com a cidade grande e, têm a esperança de uma vida melhor e um bom emprego. Quantas ilusões de prosperidade. Decepcionam, pois com pouco estudo e, não tendo onde morar e nem emprego vão morar debaixo dos viadutos, deixando suas famílias à mercê dos bandidos que os oferecem a melhor faculdade, onde não precisa fazer cursinho, nem vestibular para entrar nela: É a Faculdade do Crime. Não é todo sertanejo que se submete a tais propostas e, muitos vão comer restos no lixão, vender sucatas para conseguirem voltar pro sertão.
Muitos migrantes vêm para as cidades do interior para o corte de cana, que está cada dia mais escasso, pois as máquinas tomaram os seus lugares; sobrecarregando os municípios dormitórios, vivendo em cortiços amontoados e fétidos, dando gastos extras para a municipalização como: saúde, moradia, alimentação e educação e, nessas cidades o número de criminalidade aumenta em grandes proporções. Existem pessoas de boas e más índoles em qualquer lugar.
O Rio Tietê atravessa o Estado de São Paulo. Há uns quarenta anos era navegável, suas águas eram límpidas e cristalinas: dava-se para nadar e pescar.
Em se tratando da capital, o Rio Tietê recebe toda a podridão das indústrias e o descaso de seus habitantes que jogam entulhos nele.
Quando se chega  à bela metrópole, passando quase que obrigatoriamente pelo Rio Tietê, sentimos um fedor podre que nos enoja  também nos envergonham pela sujeira, a beleza da capital.
Que país é esse que está se igualando aos melhores do mundo nessa lerdeza de concretização de projetos essenciais e, olhe que pagamos os maiores impostos.
O governo já recebeu projetos para a despoluição do Rio Tietê que ficaram guardados nas gavetas e, com certeza, já estão amarelados pelo tempo.
O Brasil deveria copiar sem desdém o exemplo de despoluição do Rio Tâmisa, na Inglaterra, onde hoje os peixes nadam, retirando o oxigênio de suas águas despoluídas, além da beleza dos passeios à barco enchendo o coração dos apaixonados de mais amor.
Por que no Rio Tietê não se pode fazer nada? Nem para os pobres sertanejos? Aonde foi parar a vontade política do  Brasil, lindo por suas belas paisagens?
Portanto, meus leitores, apesar de tantos problemas que temos, aqui ainda é o melhor país do mundo para se viver.



Dorli Silva Ramos

Viajando sonhos



As brancas nuvens desceram à terra
Um trem colorido apitava sem parar
 Apavorados, com medo ficamos, entrei
 Num trem desconhecido, estava vazio

Olhando pela janela pude ver o belo
Uma colorida natureza linda e intacta
Com grandes rios, mares e animais
Não havia nenhum ser humano...

Ele deslizava as nuvens brancas
Não havia maquinista, estava só
Então comecei a chorar a solidão
Dormi, acordei o trem estava cheio

Crianças correndo, pessoas falando
Não conhecia ninguém. De repente
Meus amigos começaram a entrar
Senti falta de alguns, doeu o coração

Mas noutra estação estavam todos lá
Foi uma alegria total, coração sorriu
Pudemos ver as estrelas coloridas
A famosa lua dos eternos namorados

Era outro mundo, outro viver feliz
Conversamos com o sol escaldante
Mas um grossa chuva de pedras caiu
Pelas janelas pegava as pedrinhas... 

De repente um grande solavanco no trem
O que será? O maquinista apareceu
Vamos voltar à terra com urgência
Seus pecados estão balançando os vagões

Voltamos à terra com muitas tristezas
Pois iríamos conhecer todas as galáxias
Senti uns pingos d'águas cair meu rosto
Acordei, chovia, tinha goteira no telhado


Dorli Silva Ramos


Abaixem a "setinha" até o fim, tem surpresa.

domingo, 26 de maio de 2013

Saudade de ti, meu amor



Enquanto teu corpo é leve como a pluma
Viajas todo o universo sem usar avião
Tens a beleza das estrelas azuis cintilantes
Eu aqui só choro a dor da saudade de ti

Não vou aguentar ficar sem ti nesse mundo
Quero voar contigo, estou cansada da solidão
Mas, amanhã ao anoitecer venha me buscar
Juntos voaremos todas as galáxias do mundo

À noite de mãos dadas começamos um novo amor
Leve, sem dor, sem sofrimento, apenas amor
Amor suave, tranquilo, sem beijos e paixão
Aqui não sentimos desejos carnais, somos almas

Para sempre estarei pertinho de ti no infinito
Conversaremos com todo o universo e vemos o mar
Dormiremos abraçados numa perfumada nuvem
Assim a vida continuará eu contigo e tu comigo

Saudades de ti, meu amor

 Dorli Silva Ramos


Abaixem a setinha até o fim, tem surpresa