terça-feira, 7 de julho de 2015

Que saudades!


Nessa metrópole deixei minha juventude, emprestei minha beleza, minha inteligência, minha força física e mental, perdi um amor, meus anos de "glamour", mas o tempo passou e me carregou junto com ele. Aí senti saudades...
Saudades do meu pequeno rincão, saudades dos campos floridos, hoje circundados com os canaviais, saudades das bicas d'águas, onde bebia dela, pura, com as mãos sujas, saudades das fazendas onde nadava no açude, andava a cavalo e ia nos arrasta-pé nas festas juninas.
Antes tivesse ficado lá. Voltei com meu filhinho, chorei uma cidade diferente, ninguém mais cá tem tempo de conversar, é só comprar, invejar e se endividar. Muitos amigos nunca mais os vi: morreram. Aí chorei, pois se não tivesse ido pra cidade grande, não teria essas saudades.
Quis conhecer "outro mundo" e cozinhei saudades. Minha vida foi uma enxurrada de desgostos que afoguei aos poucos no nada, já que voltei, tive que me adaptar, arrumei um outro emprego, novo amor que me faz feliz, pois só o amor da sentido a vida.
Vou fazer uma lavagem cerebral no meu passado, houve momentos bons, mas cá no meu rincão há felicidade diariamente: minha família; pois Deus me presenteou com um amor inusitado.


14 comentários:

  1. Saudades do rincão que oferece coisas que na cidade grande são perdidas! Lindo,Dorli! bjs, tudo de bom,chica

    ResponderExcluir
  2. A vida é cheia de surpresas, Dorli. Temos de nos adaptar a todas as mudanças que ela nos apresenta e a saudade está sempre presente...
    Muito bonito!
    Saúde, paz e amor!

    ResponderExcluir
  3. Sentimento dolorido de um lugar que deixou saudades,é isso que sentimos quando saímos do local em que nascemos,crescemos e vivemos uma vida repleta de felicidade.
    Bjs Dorli.
    Carmen Lúcia.

    ResponderExcluir
  4. MUY SENTIDA TU DEDICATORIA.
    ABRAZOS

    ResponderExcluir
  5. Texto fantástico (recordações) ! Adorei

    Beijo e um dia feliz

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    ResponderExcluir
  6. Oi, Dorli!
    Dizem que Deus só dá uma cruz a quem Ele sabe que suportará seu peso!
    Você é a prova disso!
    Beijos!

    Link Direto

    ResponderExcluir
  7. As vezes temos que construir uma nova história dentro de
    nós mesmos para resgatar coisas que vão se perdendo pelo caminho...
    Gosto do poeta Mário Quintana quando diz que: "A vida é um dever que trouxemos para fazer em casa".
    Belo texto cheio de recordações e reflexões que tbm nos fazem pensar.
    Janicce.

    ResponderExcluir
  8. Saudades e um novo e lindo tempo!
    Boa tarde... Beijos

    ResponderExcluir
  9. Querida amiga

    A felicidade e a dor
    não são caminhos opostos.
    Um é o espelho do outro
    e ensina a valorizar
    os instantes de alegria
    e as lágrimas de tristeza.
    E se agora há felicidade,
    que se celebre a mesma
    com as cicatrizes obtidas pela vida,
    mas que ao contrário
    de roubar as esperanças,
    valorizaram cada sorriso do presente...

    Sua vida é preciosa para mim...

    ResponderExcluir
  10. Crônica perfeita, contando uma história que retrata
    bem o despautério do crescimento desordenado
    das cidades e a 'desumanização' do ser humano!
    O ser gregário e solidário, que era antes, se amontoa
    nas cidades, sem a organização e a funcionalidade
    dos cupins e das formigas, gerando monstrengos
    de madeira e lata nas favelas e monstrengos de
    consumo e desperdício na sociedade.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  11. Um lindo texto! Recordações de belos momentos cheio de emoções e saudade!
    Beijos
    Amara

    ResponderExcluir
  12. Lindo, pois é, eu nunca saí do meu lugar, mudei somente uma vez, de minha casa de solteira para a de casada, por sinal bem pertinho de onde nasci!
    Minha Sampa é minha vida, acho que minhas raízes estão tão fincadas que não mais sairei, mas entendo o quando é maravilhoso poder viver onde se sente bem!
    Abraços linda amiga, amei ler por aqui como sempre!

    ResponderExcluir
  13. É bom recordar né mãe?

    bjokas =)

    ResponderExcluir