segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sons do silêncio






Grita o silêncio no meu peito 
Sangue percorre em ebulição
Pulsam as minhas veias, sinto
O grito não sai, a garganta dói

É no silêncio da noite que noto
 Vento vem forte na minha janela
  Desdenho, mas abro: vem chuva

Ela vem sorrateira quer sangue
Para a mistura na queda d'água
Com força ela invade o quarto
No retorno sou levada pela força

Vejo uma bela queda, caio no mar
Sou tragada pelos sons do silêncio
Emergi do nada, nadei até a praia
 

8 comentários:

  1. Oi, Dorli, como vai? Forte seu poema, e lindo, mesmo no silêncio da dor. O importante é emergir e não desistir, "nadando" sempre de volta à vida. Abraços!

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  2. Forte, intensa e linda inspiração no teu poema!bjs, chica

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  3. Um poema vibrante e com uma conclusão linda: "Nadei até a praia"

    Obrigada pela visita no Ciranda de Frases...
    Bjs e MUITA PAZ

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  4. Palavras tocantes de um silêncio absoluto,mas que não submerge nas águas e volta
    à realidade da vida.
    Muito lindo seu poema Dorli!
    Bjs e obrigada pela visita.
    Carmen Lúcia.

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  5. Versos forte e belos, embora doridos. O poeta transforma tudo, o silêncio foi tocado pela inspiração e sussurrou ao seu ouvido o lindo poema em tela.

    Bjs!

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  6. Lindo, o silêncio tb fala.

    bjokas=)

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  7. Olá amiga, passando para matar saudade das suas maravilhosas postagens que proporcionas aos visitantes. Linda e intensa poesia!
    Um final de semana feliz e uma nova semana abençoada com muita saúde e esperanças de dias melhores.
    Abraços da amiga Lourdes Duarte.

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